MUNDO
Vítimas de teremoto na Indonésia passam de 3.800
Milhares de sobreviventes exaustos e arrasados reviram os escombros de suas casas procurando roupas, comida e bens após o terremoto que atingiu ontem a região central da Indonésia e matou mais de 3.800 pessoas, segundo as autoridades locais. O Ministério das Relações Sociais chegou a informar que o número de vítimas havia chegado a 4.290, mas depois corrigiu a informação.
O terremoto de 6,3 pontos abalou a região mais densamente povoada da ilha de Java, no pior desastre do país desde o tsunami de 2004. O abalo trouxe temores de uma erupção de um vulcão na região, que poderia trazer sérios danos ao templo hindu de Prambanan, erguido no século 9.
A área atingida pelo desastre estende-se por centenas de quilômetros quadrados de fazendas e pequenas propriedades na província de Yogyakarta. A maior devastação ocorreu na cidade de Bantul, onde mais de 2.400 pessoas morreram e 80% das casas foram destruídas.
Milhares de pessoas passaram a noite ao relento, nas ruas ou nos campos de arroz. As linhas telefônicas e de energia elétrica estavam cortadas em muitas áreas, o que ajudava a alimentar o pânico, além dos tremores adicionais sentidos após o terremoto. Cerca de 450 tremores abalaram a região ontem.
Médicos se esforçam para atender os milhares de feridos nos hospitais lotados. Muitos dos mortos foram enterrados em cemitérios nos vilarejos locais horas após a tragédia, de acordo com a tradição islâmica.
O terremoto é o mais recente de uma série de desastres que atingiram a Indonésia: o tsunami de 2004, ataques terroristas, a disseminação da gripe aviária e a ameaça de erupção do vulcão Merapi. O epicentro do terremoto foi localizado a 80 quilômetros do monte Merapi, e a atividade do vulcão aumentou logo após o abalo.
Os governos dos Estados Unidos, China, Coréia do Sul e Japão anunciaram ajuda às vítimas do terremoto, na forma de medicamentos, alimentos e dinheiro.
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