MUNDO
Washington não descarta possibilidade de atacar o Irã
Os falcões do governo de George W. Bush estariam dispostos a atacar o Irã, mesmo sob o risco de não levar em consideração a opinião do Congresso, que em breve estará dominado pelos democratas, afirma o influente jornalista americano Seymour Hersh em um artigo que será publicado na edição de segunda-feira da revista The New Yorker.
De acordo com Hersh, um mês antes das eleições legislativas de 7 de novembro, nas quais os democratas conquistaram o controle da Câmara de Representates e do Senado, o vice-presidente Dick Cheney participou, com funcionários da segurança nacional, em uma reunião dedicada ao Irã.
O jornalista afirma que Cheney teria indicado que, mesmo no caso de uma vitória democrata, a opção militar contra o Irã não deveria ser descartada.
"É um caso clássico de "tomar a dianteira ante o fracasso"", afirmou um especialista do Pentágono, citado por Hersh.
"Acreditam que atacando o Irã farão esquecer as perdas no Iraque, é apostar o dobro ou nada", acrescentou a fonte que pediu anonimato.
No artigo, Hersh também afirma que, segundo um relatório secreto da CIA, ainda não existem provas conclusivas de que o Irã está tentando fabricar armas de destruição em massa. Uma alta fonte dos serviços de inteligência teria dito a Hersh que a Casa Branca não concorda com as afirmações do informe.
A Casa Branca tentou desacreditar o texto no qual Seymour Hersh denuncia a intenção de Washington de atacar preventivamente o Irã por seus supostos planos de fabricar a bomba nuclear.
A porta-voz Dana Perino criticou o artigo por estar "recheado de coisas inexatas" e disse que, "mais uma vez, (Hersh) está criando uma história para satisfazer suas próprias e radicais opiniões".
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




