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Apagão imoral

Concessionária Enel demonstra falta de cuidados com a prevenção e o atendimento emergencial

Da Redação
Por Da Redação
Fortes chuvas e vendavais atingiram diversas cidades de São Paulo na sexta-feira (11), causando pelo menos sete mortes
Fortes chuvas e vendavais atingiram diversas cidades de São Paulo na sexta-feira (11), causando pelo menos sete mortes - Foto: © Rovena Rosa/Agência Brasil

Os interesses do mercado jamais deveriam sobreporem-se aos da cidadania, revelando as autoridades gestoras do sistema elétrico ou leniência ou letargia ou cumplicidade ou todas as três opções atuando em conjunto para resultar em milhões de consumidores paulistas sem energia.

O curto-circuito indicativo da causa de apagão moral e institucional é o posicionamento, não exatamente cínico, pois o adjetivo refere uma escola de pensamento, mas com muita probabilidade pautado nos vícios do descaro e da desfaçatez.

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Como ocorre em situações nas quais o dogma liberal permite à iniciativa privada uma malfadada impunidade, a concessionária Enel demonstra falta de cuidados com a prevenção e o atendimento emergencial, em contrapelo ao contrato firmado para prestar um bom serviço.

O péssimo exemplo é mais um na coletânea de ocorrências suficientes para demonstrar a fragilidade do sistema de concessão quando o Estado não vigia e pune, pendendo o fiel de sua balança para o aumento da margem de lucros de quem deveria agir com responsabilidade.

Como agravante, forças da natureza ganham perfil de protagonistas, no empolado discurso de gestores esgrimindo desculpas desviantes em construção de argumentos falaciosos.

A provável intencionalidade prenhe de malícias de tal narrativa capciosa encontra guarida numa comparação com os efeitos do furacão "Milton", ao produzir um blecaute de menor impacto na Florida em relação ao sofrido pelos paulistas, ganhando a chuva proporção injusta de titânide.

Solidarizam-se os baianos com o povo das cidades afetadas em São Paulo, servindo o absurdo de alerta para ampliarem-se os mecanismos de vigilância nestes sistemas de parceria, com o agravante de não se ter no ramo de fornecimento dos megawatts a concorrência necessária, estimulando o monopólio a acomodação, gerando prejuízos para todas e todos.

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