Editorial - A vez da Bahia na CBF

Publicado sábado, 19 de março de 2022 às 18:34 h | Atualizado em 19/03/2022, 21:13 | Autor: Da Redação
A capacidade de conciliar interesses explica a ascensão
 do representante do Nordeste na alta cúpula do esporte popular
A capacidade de conciliar interesses explica a ascensão do representante do Nordeste na alta cúpula do esporte popular -

Em uma entidade sediada no Rio de Janeiro, desde a fundação, em 1914, sob inegável hegemonia de dirigentes sudestinos, a  escolha de um baiano para presidente rompe com este aspecto secular constituinte do perfil original da CBF. 

Cabe a Ednaldo Rodrigues Gomes, natural de Vitória da Conquista, alterar a rota desta história de monopólio, ao manifestar seu dom de excelente articulador, além do bom convívio com lideranças de cronistas seguidoras de seus métodos. 

Atuando como “meia armador”, em ilustração extraída das táticas dos bons treinadores, o favorito a líder dos pentacampeões já revelava este talento, desde tempos idos, quando dirigia o departamento de Interior da Federação Bahiana de Futebol (FBF), enquanto Virgilio Elisio a presidia. 

Esta capacidade de conciliar interesses nem sempre complementares, provocando o mínimo de dissensão entre partes antagônicas, pode explicar a ascensão do representante da Região Nordeste na alta cúpula do esporte de maior popularidade. 

O feito aumenta de valor quando se verifica a força dos cariocas, pois mesmo depois de a capital federal transferir-se para Brasília, em 1960, a associação responsável por conduzir os destinos do desporto continuou na Rua da Alfândega, hoje na Barra da Tijuca. 

Trará benefício para os clubes de fora do eixo a confirmação do nome do conquistense, ao menos no sentido de doravante evitar queixas com arbitragens e tabelas apontadas entre as causas materiais do rebaixamento dos times da Bahia nas três séries em 2021. 

Pela experiência do candidato, já em situação de interinidade, pode-se esperar um comando capaz de dar sequência aos preparativos da Seleção para a Copa do Catar, atendendo às demandas de mercado, sem desprezar o planejamento. 

Quem conhece a figura do provável gestor a suceder Rogério Caboclo – afastado por acusação de assédio –, sabe de seu reconhecido portfólio de ações pautadas pela tenacidade e força para alcançar seus objetivos, individuais ou em grupos entrosados.

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