OPINIÃO
Editorial - Alerta contra o preconceito
Violência transfóbica em geral começa desde cedo, ainda no ambiente familiar e na escola

Janeiro é o mês da visibilidade trans, iniciativa voltada a reafirmar a importância dos direitos das pessoas trans e levar informações à população, de modo a sensibilizá-la para o reconhecimento das identidades de gênero e o combate a estigmas, preconceito e violência que atingem o público transgênero.
Violência essa que registra níveis expressivos no País: 29% de todas as mortes de travestis e transexuais contabilizadas pela organização Transgender Europe (TGEU) em 2022 ocorreram em território brasileiro.
A violência transfóbica em geral começa desde cedo, ainda no ambiente familiar e na escola, evoluindo para agressões sérias no espaço público e nos ambientes de trabalho. E ainda é comumente amplificada nas redes sociais.
O denominado Janeiro Lilás torna-se, assim, oportunidade para colocar em evidência a luta cotidiana contra a transfobia, como se denomina a rejeição a esse grupo, muitas vezes por métodos violentos.
A definição pelo mês de janeiro é uma forma de prestar homenagem às pioneiras e aos pioneiros nesta luta, ao organizarem a primeira manifestação pública, realizada há 19 anos, em Brasília.
Na Bahia, o trajeto até a Igreja do Bonfim, uma das festas mais tradicionais, de volta depois do controle da pandemia, será utilizado para promoção de eventos, como o Brechó Itinerante e o Cortejo da Diversidade.
Também está prevista a Mostra de Arte Visual intitulada Transvisíveis, programada para as dependências do Centro de Promoção e Defesa LGBTQIA+, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social.
As ações de sensibilização, entretanto, precisam ser desdobradas para o fortalecimento de políticas públicas que minimizem o sofrimento que afeta essa população, aí incluído o reforço da luta contra a transfobia e a ampliação da rede de acolhimento e proteção às vítimas.
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