OPINIÃO
Editorial - Aos golpistas, a lei
Áudio vazado de grupo de aplicativo whatsApp é a materialidade da prova do ilícito

A nenhum cidadão é dada a ousadia de tramar contra o Estado Democrático e de Direito, uma vez ser este formato condutor do melhor convívio entre as pessoas, por garantir a todas e todos a livre manifestação e expressão, exceto se a narrativa visa demolir a estrutura institucional erigida com tanto sangue e suor pelos brasileiros.
Os erros moral e legal são deploráveis quando partem de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), o senhor Augusto Nardes, ao ensejar possível crime de denunciação falsa contra nossas briosas Forças Armadas.
Disse o acusado de fomentar a crise delirante estarem nossos militares envolvidos em um “movimento” cujo “desenlance forte” ocorreria nos próximos dias, sem o autor da laúza citar qualquer indício com o mínimo de probabilidade.
Pede o episódio o rigor proporcional contra esta espúria intentonta, punindo-se o seu mentor com a força legislativa, como forma de resistência do Brasil democrático, ao mesmo tempo servindo de lição para irresponsáveis aventureiros.
O áudio vazado de grupo de aplicativo whatsApp é a materialidade da prova do ilícito, ao qual deve responder o narrador, ao alegrar grupo de fazendeiros interessados em manter seus altos lucros, enquanto milhões de brasileiros passam fome e até morrem de inanição.
A virtude está no equilíbrio, portanto entre a covardia de dizer-se “mal interpretado” e a valentia de antever um golpe “dentro de semanas, talvez dias”, estaria a coragem de enfrentar o espelho, mas parece faltar-lhe esta predicação, dada a face trêmula.
Aos defensores do amor como base, a ordem por método e o progresso por finalidade, lema ao qual está vinculado o Brasil, não deve faltar o rigor ao bater às portas da corte, na fumaça da lei, a fim de rechaçar a danada trama.
O contexto enfrentado poderá deixar como aprendizado o limite para a troca de ideias entre grupos sociais, pois não se pode aceitar o fato de uma autoridade de alto escalão promover estratégias baseadas no asco e na náusea de incentivo a uma ditadura.