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Editorial - Clava forte antirracista

Vereador de Caxias do Sul atacou trabalhadores baianos libertados de vinhedos gaúchos

Da Redação
Por Da Redação
Vereador Sandro Fatinel (Patriota)
Vereador Sandro Fatinel (Patriota) - Foto: Reprodução

A cassação do mandato do vereador Sandro Fatinel, por atacar os trabalhadores baianos libertados de vinhedos gaúchos, é um dos efeitos esperados pela cidadania indignada com a narrativa criminosa.

Ao abordar o tema na Câmara de Caxias do Sul, o acusado sugeriu aos proprietários de vinícolas a contratação de argentinos, “porque esta gente lá de cima vive na praia tocando tambor”, adjetivando de “sujos” as vítimas de prática de escravidão.

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Associado ao nome de origem grega “xenofobia”, algo próximo de “rejeição ao estrangeiro”, o ódio produziu o asco de brasileiras e brasileiros, tão logo espalharam-se as imagens da sandice pela internet.

À infração por quebra de decoro, verificada pelos colegas da Casa Legislativa, foi acrescentado um boletim de ocorrência, iniciativa do deputado estadual Leonel Radde (PT), com o objetivo de abertura de inquérito para investigar o suposto ilícito.

A ocorrência chega em momento oportuno, quando o Brasil luta para iluminar-se depois de quatro anos de treva obscurantista, resultando na aparição de seguidores de ideários estranhos ao melhor convívio, qualidade orgânica ao perfil nacional.

A rápida apuração da infeliz iniciativa de tentar desqualificar o povo da terra onde a nação teve origem se faz necessária, em resposta ao absurdo do impropério dirigido pelo seguidor convicto do ex-presidente.

O governador Jerônimo Rodrigues reforçou a trincheira democrática ao repudiar “veementemente” a apologia ao crime, acrescentando a disposição em não permitir o tratamento da população baiana com preconceito ou rancor.

“Desumano, vergonhoso e inadmissível” foram os predicados utilizados pelo sucessor de Rui Costa, ao brandir sua clava forte, mobilizando recursos de seu gabinete a fim de responsabilizar o autor de tamanha idiotice.

O chefe de Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, manifestou-se contrário à intolerância, restando ao pateta infrator escudar-se em inverossímil arrependimento, ao sentir os efeitos da repercussão de sua anacrônica fala.

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