OPINIÃO
Editorial - Combate à desordem
Estratégia deve punir integralmente quem patrocina manifestações e financia estruturas para acampamentos

A punição para os criminosos, responsáveis por atos antidemocráticos, dentro da forma da lei, com direito a julgamento justo, é o meio de migrar as ideias e conceitos para a materialidade da prática, produzindo a virtude da coragem na defesa da sociedade brasileira.
A expedição de 103 mandados de prisão, busca e apreensão de material suspeito em oito estados e no Distrito Federal visa desarticular quadrilhas organizadas e financiadas por empresários e políticos movidos pelo obsceno objetivo de destruir as instituições.
Assim como ocorreu com estes possíveis meliantes, retirados de circulação, devem os investigadores agir na captura dos arruaceiros autores da balbúrdia da noite de 12 de dezembro, resultando em incêndios e depredações em Brasília.
Apoiadores extremistas defendem o eufemismo da chamada “democracia majoritária”, cuja diretriz é exterminar toda e qualquer oposição, desde meios digitais aos físicos, ao tentarem justificar metodologia ilegal para a funesta finalidade.
A estratégia deve punir integralmente quem patrocina manifestações e financia estruturas para acampamentos, bem como aqueles arrecadadores de recursos resultando em bloqueio de rodovias por parte de donos de caminhões e veículos.
O golpismo como efeito da derrota eleitoral no voto direto, secreto e eletrônico é proibido por decreto, imputando-se detenção a quem incita animosidade entre as Forças Armadas ou delas contra poderes constitucionais e nossas instituições civis.
Os deputados estaduais do Espírito Santo, Carlos Von e Capitão Assunção, terão de usar tornozeleira eletrônica e estão proibidos de acessar redes sociais, concederem entrevistas ou participarem de encontros, sob pena de pagarem multa diária de R$ 20 mil se desobedecerem.
A ação serve não apenas para desarticular estes bandos tresloucados, mas tem perfil didático, ao mostrar a outros inconformados de perfil belicoso, a organização e a força dos instrumentos de repressão da República para quem ousar afrontá-la visando à desordem.
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