EDITORIAL
Editorial - Dar de comer aos famintos
Confira o editorial do Grupo A TARDE deste sábado

Desenvolver plenamente um país, quando há multidões de famélicos e desnutridos hereditários, é ação miraculosa, de onde convém assegurar como atitude correta a do presidente Luiz Inácio em garantir alimentação ao povo.
O decreto assinado em Teresina traz, portanto, para a materialidade da vida constituída de inevitáveis vaivéns, a necessária articulação entre governo federal, e também dos Estados e Municípios, com a sociedade civil ordeira.
Mesmo abastados grupos, os quais locupletam-se de uma porção robusta das riquezas, estão convocados a aderir; aliás, estes precisam sentir-se intimados pois o empobrecimento da maioria resulta do egoísmo de uns escassos.
Respeitado por assertivas coerentes com perspectiva humanista e voltada para os princípios civilizatórios, o chefe de Estado voltou a acertar em didatismo direto ao ponto, em gênero de aula-discurso: “falta dinheiro para a maioria”.
Com investimento, a produção de alimentos brotaria das terras férteis em quantidade suficiente para gerar comida farta e capaz de assegurar os nutrientes, além de sugerir receitas de dar água na boca pela inventividade.
A concentração de renda, aliada à falta de postos de trabalho, gera o incômodo do vácuo no estômago, incluindo criancinhas, dormindo cedo para enganar o jejum forçado.
Os servidores federais pensaram bem ao propor 80 ações e políticas públicas com o objetivo de alcançar 100 metas, destacando-se o acesso à renda, a promoção de cidadania e a proteção social como meta iniludível.
A meta de tirar o Brasil do Mapa da Fome, ao qual foi empurrado pelas équidnas do governo anterior, está atrelada, nesta perspectiva à mudança de uma sociedade pautada por desatinada concorrência por outra, solidária e sã.
Quem está protegido, contando pix, pode subestimar o número de 33 milhões de famélicos, mas há os bem-aventurados da regra de ouro: dai de comer a quem padece como gostaríeis de receber o pão, se faltar comida em tua mesa.
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