OPINIÃO
Editorial - O despertador da cidadania
Confira o editorial do Grupo A TARDE desta segunda-feira

A força da democracia se mede com a certeza da régua em diversas etapas e convites para participação, desde a voz ativa em assembleias ao exercício do voto direto, a verificar em instituições como conselhos tutelares.
A iniciativa de incentivar maior presença partiu de 12 organizações de direitos humanos, ao criarem uma campanha, visando escrutínios numericamente expressivos, nas eleições previstas para dia primeiro de outubro.
Os órgãos a serem representados pelos conselheiros localizam-se entre os fundamentos do sistema plural e cuidadoso com as crianças e adolescentes dos municípios, alcançando o máximo lugar na hierarquia de prioridades.
Diante do contexto de omissão ou de pouca importância dedicada pela cidadania, verifica-se em alerta o resultado de análise qualitativa a partir do desinteresse registrado em proporção à relevância do trabalho proposto.
Seguir regulamentos é a boa ideia, quando não se pode persuadir as multidões de potenciais votantes, ao contentarem-se com o predicado de “facultativo” para o sufrágio, apesar da relevância do cargo para o futuro do Brasil.
Em um viés pragmático restrito, as pessoas parecem concentrar-se nos seus próprios objetivos em projetos individuais de expansão do patrimônio ou acúmulo de dinheiro, poder e glória, ao reagirem aos mecanismos sociais do cotidiano.
A campanha, denominada A Eleição do Ano, tem condão de um contágio positivo, não de enfermidade; ao contrário, visa à terapia de grupos distribuídos pelas cidades brasileiras, buscando tomar gosto pela presença na urna.
Preocupante, portanto, é o rótulo a ser aplicado a este enredo, apesar do empenho da Agência de Notícias dos Direitos da Infância, Coalização Brasileira pelo Fim da Violência contra a Juventude e Agenda 227, entre outras forças.
Ao acionar o despertador a fim de inspirar nos munícipes a proteção infanto-juvenil, o movimento renovador faz sua parte na divulgação de princípios para construir políticas públicas em defesa de liberdades visando ao melhor convívio.
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