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Editorial - O petróleo é nosso

Confira o editorial do Grupo A TARDE desta quarta-feira

Editorial
Por Editorial
Em julho último a gasolina subiu 5,83%, derivando na comercialização por R$ 6,045 o litro na Bahia
Em julho último a gasolina subiu 5,83%, derivando na comercialização por R$ 6,045 o litro na Bahia - Foto: Shirley Stolze / Ag A TARDE Data: 25/05/2023

Uma política remanescente do governo anterior precisa ser extirpada com máxima rapidez e eficiência, por penalizar o povo da Bahia: o preço do combustível não pode continuar acompanhando o mercado internacional.

É irrazoável e imoral a insistência da Acelen, empresa do fundo árabe Mubadala, controladora da Refinaria de Mataripe, no município de São Francisco do Conde, no Recôncavo.

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O acinte acompanha a desfaçatez dos homens de turbante, contrariando princípios da vitoriosa campanha da nossa cidadania: o petróleo é nosso!

Em outubro pode completar-se um ano de sucessivas elevações nos preços dos combustíveis, coincidindo com a privatização dos equipamentos de refino.

Sem compromisso com o Brasil, os estrangeiros precisam ser contidos na desmesura da mania de onerar a clientela, enchendo cofres com os aumentos abusivos.

Para dimensionar o descalabro, em julho último a gasolina subiu 5,83%, derivando na comercialização por R$ 6,045 o litro na Bahia, enquanto no mês anterior estava em R$ 5,712, como se os brasileiros não fossem senhores em sua própria casa.

Como agravante, são os estados do Nordeste os mais atacados pelos alienígenas, subindo ao podium os baianos, medalhistas de bronze, superados apenas por Ceará e Sergipe, onde se paga mais pelo necessário produto.

A rapina se espalha nos derivados, como o diesel e o gás de cozinha, ocasionando prejuízos, pois o cotidiano da economia depende fortemente destes itens para as atividades profissionais, além da necessidade de sobrevivência.

Tomando como princípio a defesa da soberania, os governos nos âmbitos federal, estadual e municipal, unidos aos órgãos da sociedade civil, não podem ter outra escolha a não ser a de recuperar o bem do qual o país foi privado.

Os investidores possivelmente têm conhecimento de sua sanha, prejudicando todo um país, no afã de parasitar nossa riqueza, justificando, assim, a busca de solução imediata visando migrar estes camelos para outras plagas.

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