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OPINIÃO

Editorial - O super-rombo do erário

Confira o editorial desta terça-feira do Grupo A TARDE

Da Redação
Por Da Redação

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Nos relatórios da CGU, constam fragilidades na gestão, problemas relacionados à burocracia e vácuos orçamentários na execução de programas
Nos relatórios da CGU, constam fragilidades na gestão, problemas relacionados à burocracia e vácuos orçamentários na execução de programas -

O flagrante perfeito da distância das narrativas oficiais pautadas no valor honestidade e os resultados obtidos em auditoria da Controladoria Geral da União sugere hiperbólico desvio de dinheiro público no governo Jair Bolsonaro.

Especialistas na solução de crimes por meio de técnicas de coleta, análise e interpretação de provas, fatos e vestígios podem adicionar dados confiáveis para viabilizar a compreensão das lacunas produzidas ao erário.

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Nos relatórios, constam fragilidades na gestão, problemas relacionados à burocracia e vácuos orçamentários na execução de programas assistenciais, alcançando altura de bilhões de reais a montanha de possíveis ilícitos.

Estão entre as maiores beneficiadas, categorias como as dos taxistas e dos caminhoneiros, coincidentemente dotadas de generoso contingente de ex-apoiadores do chefe de Estado entre 2019 e 2022.

Somente no último ano da finada gestão, foram quase R$ 2 bilhões em mimo aos profissionais do volante, constando como mal explicadas ou sem consistência as volumosas transferências.

O Auxilio Brasil, como passou a chamar-se no período o consagrado Bolsa Família, registra outros R$ 3,8 bilhões em deslizes, conforme o trabalho meticuloso dos auditores.

Tão grave quanto, ou um pouco mais, devido ao contexto aflitivo dos efeitos da pandemia, foi o rombo encontrado no Auxílio Emergencial de 2020 e 2021, alcançando quase R$ 7 bilhões.

Não chegou à totalidade deste algarismo o transtorno em grau de trambique, porque apenas 0,06% deste valor foram efetivamente processados para a devida cobrança.

Diante da obesidade da ganância ou temerária condução do serviço, resta à cidadania, mesmo aos recalcitrantes seguidores do ex-presidente, a curiosidade de saber como vão explicar tantos tropeços em uma só contabilidade federal.

Depois de hesitações quanto à vacina, retenção de joias doadas pelos árabes, entre outros descuidos, volta a ocupar agora o palco aquele protagonista já famoso por dizer e até jurar fazer uma coisa, mas fazendo outras completamente ao revés.

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