OPINIÃO
Editorial - Protagonismo retomado
Ida do Brasil à China ganha contornos de alcance mundial, devido à importância do gigante sul-americano


O retorno do Brasil a uma posição de protagonista no comércio e nas relações internacionais é aplaudido não apenas pela cidadania, mas ganha contornos de alcance mundial, devido à importância do gigante sul-americano, agora tratado como tal.
Ao visitar a China e Emirados Árabes, reposicionaram o país ao lugar de onde jamais deveria ter saído o presidente Lula e comitiva formada por algumas das principais autoridades do país, entre governadores, ministros e congressistas.
Além da recuperação do posto de vanguarda, é possível celebrar os resultados imediatos convertidos em 62 bilhões de reais captados em investimentos, montante compatível com a capacidade e a potência da economia nacional.
Entre os protocolos de intenções assinados, são 50 bilhões dos chineses mais R$ 12 bilhões do governo de Abu Dhabi, destinados à Bahia, em projetos desenvolvidos pela empresa Acelen, conforme noticiou A TARDE de domingo.
Os investimentos são voltados para a produção de diesel e querosene de aviação, ambos renováveis, em inestimável arrojo com finalidade de acelerar a transição energética, necessária para evitar o colapso do clima no planeta.
Além de reduzir em até 80% a emissão de gás carbônico, o ambicioso plano projeta uma geração de 90 mil postos de trabalho, contingente maior ao de 400 dos 417 municípios baianos.
O objetivo é o de ampliar os resultados obtidos na Refinaria Landulpho Alves, em Mataripe, Região Metropolitana de Salvador, segundo os gestores da empresa, empenhados em divulgar um suposto controle do impacto ambiental.
Dado o reconhecido poder simbólico dos encontros, não é difícil prever o desdobramento em sem-número de acordos em setores como os de cultura, tecnologias digitais e educação.
Outra perspectiva positiva é a de contribuição para tentar um acordo de paz para a questão envolvendo Rússia e Ucrânia, em nó górdio difícil de ser desatado, mas não impossível com a criação de um grupo de países neutros para mediar o conflito, conforme a proposta brasileira.