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Editorial - Racismo: a doença do Brasil

Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial é comemorado nesta segunda-feira

Da Redação
Por Da Redação

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Imagem ilustrativa da imagem Editorial - Racismo: a doença do Brasil
- Foto: PMS | Divulgação

O Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial coincide a data desta segunda-feira, 3 de Julho, com a da aprovação, em 1951, da Lei Afonso Arinos, transformando em infração penal o crime de racismo.

A vitória legislativa representa o acesso da cidadania a um dispositivo capaz de inibir a ação preconceituosa, no entanto, ainda hoje, a sua aplicação é problemática.

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Um outro avanço recente inviabilizou a estratégia dos advogados de racistas, pois delitos antes tipificados como injúria, foram equiparados aos de ataques, físicos e simbólicos, por viés de etnia ou raça.

Dados da edição atual do Atlas da Violência revelam a proporção de sete entre 10 brasileiros pretos ou pardos assassinados, indicando fortemente a hipótese de genocídio diuturno.

A emergência da necessidade de reduzir a injustiça, como forma de resistir aos efeitos da estrutura excludente, produziu como opção a política de cotas, como as praticadas em universidades públicas.

No entanto, não adianta apenas garantir o acesso ao curso superior, é preciso trabalhar para fortalecer a formação desde o ensino básico, seguindo a utopia da equidade, garantindo condições de disputa das vagas sem distinção de cor.

A educação pode ser a tática libertadora, por gerar a consciência da importância da luta por reduzir danos praticados contra os herdeiros da rica ancestralidade africana escravizada três séculos.

Sem deixar de exaltar a combatividade e preparo das lideranças em busca de paliativos, é preciso unir todas as etnias nesta empreitada coletiva, pois jamais haverá felicidade, mesmo para o opressor, sem o convívio ameno e cordial.

Pedem coragem, conhecimento e moderação as ações de enfrentamento do perfil desigual de um país no qual privilégios de classe alinham-se com a epiderme pálida, sinalizando um contexto maior em relação ao de pequenas reformas.

O desafio é o de desarticular a falsa crença em um mundo onde um grupo humano seria superior, com direitos garantidos, e outros, condenados ao azar, teriam apenas de cumprir o destino de sobreviver.

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