OPINIÃO
Editorial - Rigor necessário
Confira o editorial deste sábado

A maior democracia do mundo pode servir de referência para o Brasil, ao verificar-se a condenação de invasores ao Capitólio, símbolo maior dos Estados Unidos, e o comportamento similar dos lesa-pátria do 8 de janeiro.
Para evitar sensação de impunidade, geradora de novos ímpetos bandoleiros, é preciso que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) trabalhe sério e duro a fim de comprovar – ou não – a culpa dos supostos golpistas.
A pena de 18 anos de prisão imposta a Stewart Rhodes, líder de extrema direita, nos EUA, está relacionada a todo e qualquer ataque a instituições em outros países, uma vez serem os estadunidenses os guias mundiais pela liberdade.
Na condição de “ameaça permanente”, o condenado serve de simulacro para outras tentativas de cópias imperfeitas de golpismo, como aquele incentivado por Donald Trump. A ameaça do candidato derrotado por Joe Biden arrastou seguidores, resultando em destruição de patrimônio, agressões e morte de cinco pessoas, em inédita ação de turba enfurecida e inconformada com o placar final do pleito.
Agora, é a vez de os brasileiros punirem com o rigor necessário aqueles incapazes de absorver a vontade do voto, evitando tanto quanto possível os parlamentares o clima de tensão devido aos argumentos antagônicos.
O deputado pela Bahia, Arthur Maia, eleito presidente da CPMI, terá de mostrar toda sua capacidade de vigiar as artimanhas dos insatisfeitos em busca da justa correção para os exageros comprovadamente produzidos.
Como não poderia ser diferente, congressistas ligados ao ex-presidente e seus adeptos já fizeram os primeiros ensaios a fim de tumultuar os trabalhos, por ora, sem êxito dada a pronta intervenção de colegas conscientes de seu dever.
A meta do Congresso supera as expectativas, pois pretende identificar financiadores dos atos golpistas, uma vez causar curiosidade o volume aplicado na articulação do crime contra o Estado de Direito, sem deixar de fora a mobilização de recursos para acampamentos em frente a unidades das Forças Armadas.
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