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Imprensa sob ataque

Nenhum dos mandantes ou executores foi identificado, indicando falta de vontade Nenhum dos mandantes ou executores foi identificado, indicando falta

Redação
Por Redação

A intimidação ao trabalho da imprensa é inaceitável se os países da América Latina querem mesmo enfrentar corrupção, crime organizado e abusos de poder. Foram 11 profissionais assassinados em 2025, segundo levantamento da Federação Internacional de Jornalistas.

Nenhum dos mandantes ou executores foi identificado pelas polícias, indicando falta de vontade na apuração com indícios de acobertamento intencional. A outra opção para tentar entender o zero nos resultados de inquéritos seria despreparo e total incompetência, no entanto, não se sustenta, por contraste.

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Basta cotejar as buscas por confirmação de dados em homicídios envolvendo outros grupos sociais, pois só os crimes contra repórteres não têm respostas. Como não há punição, os atiradores e seus chefes sentem-se à vontade para planejar ações, além de os noticiaristas sentirem-se acuados, quase em pânico.

Aprende-se a ter medo de novos ataques e o sentimento é o da angústia de precisar tomar decisões para conduzir as próximas reportagens. Entre seguir produzindo conteúdos independentes e recuar para não cair baleado, a prudência vence o arrojo.

Perde toda a sociedade porque a autocensura termina prevalecendo, com tendências a recrudescer diante da iminente nova ordem mundial em curso

Outra tática bem sucedida de calar a imprensa é o assédio judicial, verificado quando advogados são contratados para processar profissionais íntegros.

Enquanto os Estados Unidos eram o bastião das liberdades e ofereciam suas agências para preservar o direito à informação, havia ao menos esperança. Agora, com a reconfiguração, é uma incógnita se a superpotência vai manter sua disposição original, embora tenha sido solicitada sua ajuda.

O Brasil de hoje não está entre os países nos quais jornalistas são mais perseguidos, no entanto, contribuiu durante quatro anos – 2019 a 2022 – para piorar a situação. Além de destratar profissionais e veículos, o chefe de estado à época, agora na cadeia por 10 mil dias, concedia entrevistas cochichadas em cercadinhos de biltres.

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Tags

América-Latina assassinato de jornalistas autocensura corrupção imprensa liberdade de expressão

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