EDITORIAL
Instável Equador
Confira o Editorial do Jornal A TARDE desta quinta-feira, 11
Por Editorial

A gravidade da situação do Equador exige necessariamente todo o apoio da comunidade internacional no sentido de condenar atos violentos, a ponto de declaração conjunta entrar na pauta de emergência liderada pelo Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agiu com rapidez e diligência proporcionais ao reunir-se com o assessor especial, Celso Amorim, experiente nestes assuntos, junto ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Uma das perspectivas para explicar a instabilidade, segundo pesquisadores, como o renomado Leonardo Trevisan, é o fato de o Estado eximir-se de sua condição primordial, para a qual deve sua razão de ser, a segurança pública.
Ao permitirem-se maiores investimentos na rentável área, por parte da iniciativa privada, como vem ocorrendo em território brasileiro, sai do controle de órgãos federais a repressão ao crime, estimulando ações dos grupos extremistas.
Uma das possíveis chaves para favorecer a compreensão do processo enfrentado pelos equatorianos é ter em mente, sem perder o foco, a quem interessa o país em chamas, cidadãs e cidadãos retidos nas residências.
Apressou-se o presidente Daniel Noboa a decretar o “conflito interno armado”, admitindo a guerra, logo ao tomar conhecimento da fuga de um dos líderes das quadrilhas de narco, José Adolfo Macías, chefe do grupo Los Choneros.
Estados Unidos, de perfil belicoso desde antes de ocupar o Velho Oeste, e a Argentina, recém-capturada por ideologia de extrema-direita, ao eleger Javier Milei, seguiram, tão-logo souberam do enredo, o ritmo da radicalização.
Sofrem os irmãos da união sul-americana, ao suspenderem-se aulas e atendimento de saúde, além de manterem-se reféns os agentes penitenciários, enquanto o Exército é convocado para deter a escalada incendiária.
O toque de recolher deixa a população de Guayaquil e outros municípios sob a sombra do medo, em cenário perfeito para desestabilizarem-se as instituições, possível lição a ser aprendida como legado a fim de evitar alastrar-se o terror.
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