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Justiça e educação

Confira o Editorial do Jornal A TARDE

Editorial
Por Editorial
Imagem ilustrativa da imagem Justiça e educação
Foto: Divulgação

Vale os aplausos de toda a “torcida”, em comparação hipotética com o mundo do futebol, a adesão 100% dos estudantes da Bahia ao Enem, representando avanço inequívoco para o acesso ao ensino superior, graças ao apoio governamental, visando reduzir desigualdades pela via do conhecer.

Em contraponto frontal aos falaciosos argumentos defendendo o Estado mínimo, como forma de permitir o desenvolvimento, são os programas motivacionais a causa eficiente para construção do bom futuro, destruindo qualquer defesa de uma suposta meritocracia como meio mais justo de regulamento.

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O desenho de quem quer beneficiar os segmentos já ajudados de nascença corresponde a uma “aristocracia”, derivada do grego “aristoi” (melhores”), negando-se o Brasil a seguir esta trilha de cartas marcadas, ao conceder condições de alcançar a quase totalidade dos alunos inscritos. Ceará, vice; e Pernambuco, terceiro, completam o podium no qual rebrilham baianas e baianos, embora caibam os louros a toda a briosa região, em virada memorável no placar, pois a média de 2023 foi de modestos 60%, produzindo curiosidade em investigar como ocorreu alteração de tal sorte alvissareira.

Acompanhado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde sempre um entusiasta da educação, o ministro Camilo Santana comemorou o êxito no centro de monitoramento do exame em Brasília, onde confirmou uma legião de 4,4 milhões participando do teste, aumento de 27%.

Uma das iniciativas de maior probabilidade de ter incentivado os discentes é o Programa Pé de Meia, ao garantir recursos a fim de evitar a evasão dos matriculados de baixa renda, como se fosse uma caderneta de poupança para reconhecimento de quem atende aos critérios de desempenho e frequenta as aulas. O resultado do trabalho, ao verificar-se a participação massiva em 140 mil salas de 1.573 municípios, sinaliza o acerto, inspirando a oportunidade de novas projetos com o objetivo de fazer prevalecer a justiça reparadora e proporcional.

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