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OPINIÃO

Máxima temperatura

Confira o editorial deste domingo

Por Redação

23/03/2025 - 9:41 h
Imagem ilustrativa da imagem Máxima temperatura
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São fortes os argumentos de cientistas, em coro uníssono de clamor por medidas emergenciais para deter o aquecimento do planeta, mas igualmente percebe-se o desalento diante da apatia dos líderes mundiais.

O contexto gera figura lógica do tipo “bicondicional excludente”, quando duas proposições se antagonizam e somente uma das duas é correta: ou (a) se leva a ciência a sério ou (b) seguiremos à beira do precipício.

O Relatório da Organização Meteorológica Mundial não deixa sombra: a década2013-2024 foi a mais quente da aventura na Terra, desde os hominídeos há 7 milhões de anos, na origem africana, na Etiópia.

Jamais se registrou o volume atual de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso na atmosfera, em todas as suas camadas, vencidas uma após outra na sua missão de regular o nível de temperatura máxima.

Numa tentativa de metáfora, o botão regulador deste dispositivo necessário para a vida sofreu uma avaria e o homem desistiu de consertá-lo, deixando “a bangu” (sem controle), como se diz no senso comum.

Ou, para quem gosta de futebol, algo equivalente a jogar sem goleiro, os dois zagueiros e o chamado “volante de contenção”: o destemido “time” da humanidade está aberto, apostando na “goleada” final contra si mesmo.

Achapa quente ficou bem próxima dos 1,5 graus celsius definidos como limite pelo Acordo de Paris, abandonado pelos Estados Unidos, na primeira medida assinada por Donald Trump nesta sua segunda gestão.

A perspectiva negacionista justifica a hipótese de pulsão de morte – jorro incessante de tomada de decisões poluentes.

Os gases de efeito estufa ajudam a esquentar as águas dos oceanos, condenando ao desaparecimento, nos próximos anos, países formados por arquipélagos, devido à invasão pelas cheias.

“A natureza não se defende, mas se vinga”, alertam os especialistas, dispensando arte divinatória para prever o aumento, em número e intensidade, de intempéries inusitadas, como nevascas em desertos, temporais concentrados e incêndiosflorestaisimpossíveis de conter.

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