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Reforço na vigilância

Confira o Editorial do Jornal A TARDE

Editorial
Por Editorial
Imagem ilustrativa da imagem Reforço na vigilância
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O caso único e escasso de um atentado não precisa ganhar proporção demasiada, cometendo o erro da desmesura quem tentar interpretar além do alcance do fato, no entanto, a facilidade com a qual a ação se deu desdobra na emergência de arrumar a defesa.

A Polícia Federal trabalha com a hipótese principal de ser iniciativa solitária o plano resultante na explosão de duas bombas, uma das quais ceifara a vida do extremista, servindo seu tresloucado engenho para abrir os olhos de quem depende da competência dos homens da segurança na Praça dos Três Poderes.

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Local emblemático, por servir de “condomínio cívico”, ao sediar os prédios das instituições mais preciosas para a democracia brasileira, a área deve despertar total atenção dos gestores, basta lembrar a intentona golpista de Oito de Janeiro de 2023 e os ataques dos celerados.

Embora possa ter sido tramado e executado por apenas um dos tantos fanáticos ainda à solta, o rompante indica, segundo palavras do diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, “a conexão do fato com várias outras ações”, restando concluir o quanto estão espertos os grupos adeptos de tiro e bomba.

A resposta à ofensiva, felizmente malograda, precisa ser compatível com o potencial de perigo aos quais estão expostos servidores e autoridades do Judiciário, do Legislativo e do Executivo, em contrapelo à desfaçatez de quem nega influência no episódio, embora ostente o cetro mau de “mito” dos insanos.

Difícil justificar tantas forças armadas, da União e do Distrito Federal, dotadas de equipamentos de última geração e equipes bem remuneradas permitindo a um invasor adentrar livre de marcação a grande área cívica, sem inspirar abordagem, embora suspeitíssimo, carregando artefatos.

Testemunha do enredo, uma servidora, aguardando no ponto de ônibus, viu quando o invasor lhe fez sinal de “joinha”, polegar direito em destaque, em situação de achincalhe, revelando a urgência de uma conversa com os homens de distintivo para evitar reincidir no erro, pois nem sempre a sorte vai ajudar.

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