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Segurança inteligente

Confira o Editorial desta quarta-feira

Redação
Por Redação
Imagem ilustrativa da imagem Segurança inteligente
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A luta pelo protagonismo do melhor método de segurança pública ocupa a pauta política atual do país em guerra diuturna de narrativas antagônicas. Neste contexto, pode-se entender o cuidado na construção do programa nacional contra o crime organizado, pautado na inteligência como diferencial humano.

Estratégias como asfixia financeira e reforço de prisões ganham relevo no combate a facções envolvidas em lavagem de dinheiro e tráfico de armas e psicoativos. O plano definiu, entre as prioridades, a atenção com as associações articuladas dentro dos presídios, paradigma criado na rebelião do Primeiro Comando da Capital em 2001.

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O pacote do governo federal teve embalagem luxuosa, “Brasil contra o Crime Organizado”, restando verificar se o conteúdo vai corresponder às ações. A iniciativa dispõe de investimentos de R$ 1 bilhão mais linha de crédito de R$ 10 bilhões para estados, municípios e o Distrito Federal participarem do mutirão.

Não se sabe, no entanto, se os gestores de espectro político divergente de Brasília vão bloquear o mau costume de tomar decisões particulares. Capítulo especial da estratégia anunciada é boa arma de persuasão dos vacilantes, pois a ideia de atacar a estrutura financeira e logística das facções revela vontade de vencer.

Recuperando patrimônio e esfacelando a forma de distribuição de mercadorias ilícitas, a articulação nacional vai inviabilizar as condições necessárias para a existência do crime. Nesta mesma perspectiva, quem não se engajar pode gerar dúvida diante da população, se há mesmo interesse em render a bandidagem ou, ao invés, o objetivo é sua proteção.

A questão do porte de arma é outro distintivo capaz de produzir sensação de identidade, com a definição de exclusividade do uso pela polícia, desfazendo tendência anterior. Sob a falácia de incentivar proteção pessoal, o governo do atual presidiário incentivou armamento civil, beneficiando, por óbvio, o reforço de arsenais clandestinos, uma das razões para o avanço do crime no Brasil.

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