POLÍTICA
Após ato em sua residência, Bruno Reis fala em 'pressão injusta' por retorno às aulas


A indefinição para o retorno das aulas presenciais nas escolas de Salvador, justificada pela alta nos índices de casos de Covid-19 e ocupação de UTIs, tem deixado o prefeito Bruno Reis (DEM) em uma situação que ao seu ver é de uma "pressão injusta".
Após um ato na noite desta terça-feira, 16, onde pais e representantes de escolas privadas realizaram um protesto na frete da residência do democrata, no Porto Trapiche, no bairro do Comércio, Bruno afirmou que a demanda é irresponsável e que não existem condições sanitárias para promover um retorno imediato na cidade.
"É injusta. Eu estava na prefeitura trabalhando. Já fiz manifestações na minha vida, mas nunca na porta de um governante, em respeito as suas famílias e vizinhos. Acho injusta também porque fui o único, talvez como representante do Executivo, a defender e chamar atenção para a volta às aulas", afirmou.
Nesta semana, Bruno participou de mais uma reunião com o governador Rui Costa (PT) e os secretários municipais e estaduais de educação para definir um protocolo conjunto para o retorno às atividades escolares. Após o encontro, ficou condicionado que o retorno depende de três critérios: estabilização do número de óbitos, baixa na ocupação de UTI e no número de casos ativos.
“Não dá para ser neste momento, vocês sabem que eu sempre defendi uma data, sempre condicionada à realidade e ao momento, ninguém aqui é irresponsável de retomar a educação sem ter condições de oferecer leitos de UTI. Não vai voltar às aulas em Salvador com uma realidade dessas, podem fazer manifestação onde quiser que não está me dizendo nada", reforçou.
Os critérios serão apresentados ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Defensoria Pública e Ministério Público (MP-BA) em reunião nesta quarta para, de acordo com Bruno, evitar uma "chuva de liminares" sobre o assunto.