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Ato reúne três poderes em defesa da democracia nesta segunda

Congresso Nacional será palco da celebração, um ano após os episódios de vandalismo e tentativa de golpe

Publicado domingo, 07 de janeiro de 2024 às 16:44 h | Autor: Da Redação
Invasão aos Três Poderes é um dos capítulos mais sombrios da jovem democracia brasileira.
Invasão aos Três Poderes é um dos capítulos mais sombrios da jovem democracia brasileira. -

Um ano depois da surpreendente, ultrajante e extremamente violenta manifestação de ódio protagonizada por extremistas de direita, o ato intitulado "Democracia Inabalada" reúne no Congresso Nacional, nesta segunda-feira, 8, as maiores autoridades do país para reafirmar o respeito às instituições e, sobretudo, ao Estado Democrático de Direito.

A cerimônia sediada no Congresso Nacional relembra a invasão aos prédios dos Três Poderes da República, em Brasília e, além de demonstrar a resistência das instituições, tem também o intuito de restituir ao patrimônio público, de maneira simbólica, alguns itens depredados durante a invasão.

Participam do evento cívico o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o vice, Geraldo Alckmin, os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco e Arthur Lira, bem como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso,

Presença confirmada também da ex-presidente do STF, ministra Rosa Weber, do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes e do Procurador Geral da República (PGR), Paulo Gonet. Também são esperados governadores de estado, ministros, presidentes de estatais e representantes de organizações da sociedade civil.

O evento começa às 15 horas. Após a execução do Hino Nacional, entoado pela cantora e ministra da Cultura, Margareth Menezes, os presidentes dos Três Poderes farão seus discursos e seguirão até a entrada do Salão Nobre do Senado, para a reintegração simbólica ao patrimônio público de uma tapeçaria de Burle Marx e de uma réplica da Constituição Federal de 1988.

A obra de Burle Marx (sem título) foi criada em 1973 e vandalizada durante a invasão do Palácio do Congresso Nacional em 8 de janeiro. Os vândalos não apenas rasgaram, como também urinaram na peça. O trabalho de restauro teve de ser feito em um ateliê especializado em São Paulo e custou R$ 236,2 mil.

Já a réplica da Constituição foi recuperada, sem qualquer dano, após ter sido furtada da sede do Supremo, também no dia 8 de janeiro.

Oposição

Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição ao governo Lula, prepararou um manifesto assinado por 30 senadores, onde destaca a participação desses parlamentares no esforço por uma “investigação profunda e independente” dos fatos ocorridos no dia 8 de janeiro do ano passado.

O texto condena os atos de violência e a depredação dos prédios públicos, mas insiste em atribuir o episódio a “falhas” por parte do governo federal, estratégia utilizada à exaustão na CPI criada para apurar as responsabilidades sobre o ocorrido.

Devido a essa polarização, que ainda se mostra latente um ano após a tentativa de golpe contra a democracia, haverá restrição de acesso às imediações do Salão Negro, a partir das 14h, por meio de barreiras controladas pelas Polícias Legislativas do Senado e da Câmara dos Deputados.

O acompanhamento da solenidade pode ser feito ao vivo por meio dos veículos de comunicação dos três Poderes.

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