INELEGIBILIDADE
Lídice da Mata compara Bolsonaro ao gângster Al Capone
Deputada diz que decisão por inelegibilidade foi justa, mas afirma que Bolsonaro cometeu “outros crimes”

A deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) comentou na manhã deste sábado, 1º, a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social, deixando-o inelegível por oito anos.
Para Lídice, a condenação foi justa, mas Bolsonaro teria cometido ilícitos maiores durante seus anos de mandato como presidente da República. A parlamentar comparou o ex-mandatário ao gângster ítalo-americano Al Capone, que se envolveu, nas décadas de 1920 e 1930 nos Estados Unidos, em diversos crimes, como agiotagem, cafetinagem e contrabando, mas acabou sendo preso por evasão fiscal.
“A gente se sente como naquele processo de Al Capone. Ele é capturado pelo menor crime. Não quer dizer que seja pouco grave. Foi muito grave o presidente da República ter usado da sua função para tentar manipular a opinião pública internacional, em uma atitude de colocar como se o Brasil estivesse numa situação de ameaça democrática pelo processo eleitoral, pelas urnas eletrônicas”, avaliou a deputada.
Lídice afirmou ainda que Bolsonaro tentou desmoralizar o sistema eleitoral brasileiro e as urnas eletrônicas quando, no último ano de governo, percebeu, com base em pesquisas de opinião, que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia ser eleito.
“O Brasil viu a série de fatos encadeados desde o início do governo Bolsonaro, mas especialmente no último ano de governo, quando o presidente Lula começou a aparecer na frente das pesquisas eleitorais, as tentativas feitas para passar uma imagem para a opinião pública de que nós tínhamos um risco de uma fraude eleitoral através das urnas. Isso foi desmascarado. É inaceitável. E o presidente Bolsonaro, entre outros crimes, cometeu esse, que o torna inelegível. E isso é justo”, analisou Lídice.
Presidente estadual do PSB, a deputada federal foi relatora da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das Fake News, que investigou a rede de mentiras elaborada no país para influenciar em resultados eleitorais. As investigações resultaram em um inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal), agora ampliado para apurar os atos antidemocráticos, dos quais Bolsonaro é acusado de incentivar.
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