COVID-19
Lula chama Bolsonaro de “genocida” em Conferência Nacional de Saúde
Presidente da República afirma que má gestão de Bolsonaro levou às 700 mil mortes na pandemia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a acusar nesta quarta-feira, 5, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de genocídio, em referência à postura do governo federal durante a pandemia de Covid-19. Em discurso na 17ª Conferência Nacional de Saúde, o petista disse que o então governante do país desafiou a ciência e não apostou na vacinação como solução para o combate à doença.
"Depois da covid-19, não tem um brasileiro ou brasileira que não reconheça que graças ao SUS e a todos os profissionais de saúde, a gente não chegou a 1 milhão de mortos ou mais. O negacionista que governou este país tem que assumir responsabilidade pelo menos por parte das 700 mil mortes neste país", afirmou Lula.
“Porque as pessoas morreram por falta de atenção, pelo negacionismo, por falta da vacina, falta de respirador. As pessoas morreram porque esse país teve um governo que não era um governo, era um genocida colocando em prática a mais perversa atitude com relação ao ser humano", continuou o presidente da República.
Lula ainda lembrou que Bolsonaro apostou em medicamentos não recomendados pela ciência para o combate à Covid-19, como a cloroquina.
"Alguém que resolveu desafiar a ciência, os cientistas, pesquisadores, a Organização Mundial da Saúde. Não se respeitava nada e, além disso, obrigou os laboratórios do Exército a produzirem cloroquina para ajudar a enganar o povo brasileiro", definiu Lula.
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