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SIGILO DERRUBADO

Pazuello avisou ao chefe do exército que iria a ato com Bolsonaro

No documento, ex-ministro afirma que avisou comandante do Exército sobre ida a evento de apoio a Bolsonaro

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
General Eduardo Pazuello discursa após motociata em apoio a Bolsonaro no Rio de Janeiro, em 2021
General Eduardo Pazuello discursa após motociata em apoio a Bolsonaro no Rio de Janeiro, em 2021 - Foto: André Borges | AFP

O ex-ministro da Saúde e atualmente deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ) afirmou à Justiça Militar que já tinha avisado o comando do Exército sobre participação em ato de apoio ao então presidente Jair Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro, em 2021. O general diz ainda que, no momento do evento, foi surpreendido pelo presidente pedindo que ele discursasse.

De acordo com o código militar, não é permitido que militares da ativa — como era a condição de Pazuello na ocasião — participem de eventos com fins políticos. O ex-presidente, na época, participava de uma série de “motociatas” antes da campanha eleitoral oficial começar.

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A informação consta no documento do processo administrativo contra Pazuello que estava sob sigilo de 100 anos e foi quebrado pela Controladoria Geral da União (CGU). O ex-ministro alega ter telefonado um dia antes para o então comandante do Exército Paulo Sérgio Nogueira avisando que iria participar de um passeio de moto com Bolsonaro pelos "laços de respeito e camaradagem" com o ex-chefe do Executivo.

O processo que teve o sigilo derrubado consta ainda a ciência de Nogueira do aviso. "Insta saliente, inicialmente, que o oficial-general em tela efetivamente comunicou a este comandante que se deslocaria à cidade do Rio de Janeiro, a fim de participar do passeio motociclístico, a convite do senhor Presidente da República", escreveu.

O ex-comandante do Exército justificou o arquivamento do processo contra Pazuello apontando que o evento não teve “viés político-partidário”, “falou de forma improvisada” e apenas "cumprimentou os presentes e enalteceu o passeio".

"Da análise acurada dos fatos, bem como das alegações do referido oficial-general, deprende-se, de froma peremptória, não haver viés político-partidiário nas palavras proferidas, repia-se, de improviso, pelo arrolado, naquele momento", argumenta Nogueira no documento.

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Tags

Eduardo Pazuello Jair Bolsonaro Justiça Militar sigilo de 100 anos

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