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INCITAÇÃO GOLPISTA

Procuradores pedem a Aras que investiguem Bolsonaro por estimular atos

Segundo pedido apresentado ao Procurador Geral, ex-presidente passou quatro anos atacando sistema eleitoral

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Bolsonaro pode ser indiciado por fomentar questionamentos das eleições
Bolsonaro pode ser indiciado por fomentar questionamentos das eleições -

As declarações e postagens do ex-presidente Jair Bolsonaro, questionando a lisura do sistema eleitoral, culminaram nos atos terroristas e golpistas presenciados por todo o mundo no último domingo, 8. Esse é o entendimento de um grupo de procuradores da República que propõe a investigação do ex-mandatário por incitação ao crime.

O pedido foi apresentado nesta quinta-feira, 12, ao procurador-geral da Republica, Augusto Aras. Os procuradores se baseiam em manifestações de Bolsonaro ao longo dos últimos quatro anos.

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“Ao longo de seu mandato presidencial, foram numerosas as ocasiões em que afirmou que o resultado das urnas que o elegeram não foi fidedigno à votação que teria recebido, e que, se não fossem por elas, ele teria sido eleito não no segundo, mas no primeiro turno em 2018”, diz o documento.

De acordo com os procuradores, manifestações como essas, repetidas exaustivamente e sempre sem provas, criaram as condições que resultaram nas invasões e depredações registradas nas sedes dos três poderes da república.

“O ápice desses crescentes movimentos veio, finalmente, no último dia 08/01/2023, quando, como é amplamente sabido, milhares de pessoas se deslocaram, vindas de várias cidades do país, a Brasília/DF”, continua o documento dos procuradores.

“Lá chegando, invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal, quebrando janelas de suas sedes, vandalizando gabinetes, destruindo objetos de valor histórico, em um quadro de violência política absolutamente sem precedentes na história da Nova República brasileira”, dizem os procuradores.

Eles citam ainda a postagem colocada nas redes sociais de Bolsonaro no dia 10 de janeiro, na qual ele questiona os resultados das eleições. O conteúdo foi apagado pouco mais de três horas depois.

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