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'Triste essa aproximação com ditaduras', diz Bolsonaro sobre Maduro

Ex-presidente ficou marcado em seu mandato por relação com o herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman

Da Redação
Por Da Redação
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Mohamed bin Salman, que é conhecido no mundo por usar medidas violentas para silenciar dissidentes, inclusive no exterior
Mohamed bin Salman, que é conhecido no mundo por usar medidas violentas para silenciar dissidentes, inclusive no exterior - Foto: Alan Santos/PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez críticas à chegada do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao Brasil, para visita ao presidente Lula (PT) e encontro com presidentes sulamericanos.

"Vejo com tristeza essa aproximação com ditaduras. O atual governo não tem nenhum apreço pela democracia, fazendo isso. Essas pessoas [Nicolás Maduro] representam o que o Lula quer para o Brasil: povo sem liberdade (…) O que existe na Venezuela é uma ditadura silenciosa”, disse Bolsonaro à CNN Brasil.

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Ex-presidente, que é defensor do período da ditadura militar no Brasil, ficou marcado em seu mandato pela aproximação com o herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, que é conhecido no mundo por usar medidas violentas para silenciar dissidentes, inclusive no exterior. A Arábia Saudita é uma ditadura.

Mohamed bin Salman é apontado em relatórios do departamento de inteligência dos Estados Unidos como o mandante da morte do jornalista Jamal Khashoggi, em 2018. Jamal era crítico do regime saudita, foi assassinado e esquartejado após entrar no consulado da Arábia Saudita em Istambul.

Bolsonaro, inclusive, recebeu no final de seu mandato, presentes do governo árabe durante viagem ao país, o que resultou numa grande crise em seu retorno ao país, pelo fato de vários kits de joias terem sido apreendidos pela Receita Federal. Seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, responde a inquérito na Polícia Federal por ter, supostamente, tentado retirar as joias para o então presidente. Vale lembrar que um presente dado por um governo a outro pertence ao Estado, não à figura do presidente.

Bolsonaro também criticou a situação econômica e a social na Venezuela em entrevista à CNN.

“É importante que todos saibam o que foi a operação Acolhida, que fizemos na fronteira do Brasil com a Venezuela. Recebemos ainda mais de 500 pessoas por dia, fugindo da miséria e da fome do governo de [Nicolás] Maduro. O povo foge da Venezuela, país mais rico do mundo em reserva de petróleo”.

Essa é a primeira vez que Maduro visita o Brasil desde julho de 2015. À época, o paós ainda era comandado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ele participou da cúpula do Mercosul, realizada em Brasília.

Em 2019, Maduro foi proibido de entrar no país por Bolsonaro. A decisão foi revertida em 30 de dezembro de 2022, durante o governo de transição.

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arábia saudita Bolsonaro ditadura Lula mohamed bin salman Nicolás Maduro venezuela

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