ELEIÇÕES 2024
Descaso com o meio ambiente gera críticas a candidatos

Por Rita Conrado | A TARDE
Infraestrutura e meio ambiente foi tema debatido na última segunda-feira (13), na Faculdade Área 1, pelos candidatos e representantes de partidos que estão na disputa pelo governo do Estado, na 7ª etapa do seminário O seu voto faz o amanhã, uma realização de A TARDE , em parceria com faculdades de Salvador, na cobertura das eleições 2010. As propostas para os próximos quatro anos foram apresentadas a estudantes e convidados e debatidas entre os candidatos, que testarão nas urnas, em outubro, a aprovação dos eleitores.
O descaso com o desenvolvimento sustentável, observado nas propostas apresentadas pelos candidatos ao governo do Estado, recebeu críticas dos estudantes de engenharia da Faculdade Área 1, que participaram do seminário O seu voto faz o amanhã, promovido por A TARDE, na última segunda-feira (13), e que teve como tema Infraestrutura e Meio Ambiente.

Os programas de governo giraram em torno da ideia de ampliar a capacidade de escoamento de produção da Bahia, a melhoria dos acessos e o estímulo ao potencial turístico do Estado e se diferenciaram nas estratégias na busca de resultados. As propostas não convenceram os estudantes de engenharia ambiental, de produção, elétrica e mecatrônica quanto à preocupação com a questão ambiental, como destacou o especialista indicado pela Área 1, LinKam, na análise dos programas. Há um lista de ações relacionadas à infraestrutura, mas, sobre o meio ambiente, ficam a desejar.
Partido Verde Apesar da identificação com a legenda, a questão ambiental não chegou a ser capitalizada pelo candidato do Partido Verde, Luiz Bassuma, alvo dos ataques de Marcos Mendes (PSOL), que explorou o alinhamento político do PV com os governos estadual e federal nos últimos três anos.
Marina Silva é favorável ao projeto de transposição do São Francisco e à produção transgênica, e Bete Wagner e Juliano Matos participaram do governo estadual à frente do Instituto de Meio Ambiente e da Secretaria do Meio Ambiente do Estado, dando provas de total insensibilidade ambiental, disse Mendes, ressaltando a omissão do PV em relação às obras na Avenida Paralela, que geraram a reação do Ministério Público e a ação por improbidade administrativa contra os titulares da Superintendência Municipal de Meio Ambiente, Luiz Antunes Nery, e o ex-secretário municipal de Meio Ambiente Antônio Abreu, acusados de aterrar lagoas naturais na área. Bassuma isentou-se de responsabilidade e atribuiu à questão ambiental, e não política, o fato de os dois integrantes do partido (Bete Wagner e Juliano Matos) responderem ao Conselho de Ética do PV. Eu faço a minha parte, assinalou Bassuma. As críticas ao governo Wagner foram reforçadas por Umberto Costa, representante do candidato Paulo Souto (DEM).
Não dá para se falar em herança política quando o assunto são os portos da Bahia, que estão submetidos a grupos políticos há mais de 10 anos, assinalou Costa, que ressaltou a reduzida capacidade portuária no Estado. Apenas 25% da produção do Nordeste sai da Bahia, disse Costa, que defendeu a estadualização dos portos baianos. O ex-secretário estadual de Infraestrutura Antônio Batista Neves, que deixou o cargo com o rompimento entre PT e PMDB, aproveitou para ressaltar o subaproveitamento, por parte de Wagner, da amizade com o presidente Lula. A adequação das ferrovias para o escoamento da produção deve ser cobrada ao governo federal, disse o ex-secretário de governo.
A chefe da Casa Civil, Eva Chiavon, em nome de Wagner (PT), candidato à reeleição, citou conquistas da atual gestão e novas ações nas áreas de infraestrutura e meio ambiente. O que moveu nos últimos quatro anos, e é estratégia para os seguintes, é a ideia de que infraestrutura para desenvolvimento não é um conjunto de obras isoladas, mas para ampliar a qualidade de vida da população, afirmou Chiavon.
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