DENÚNCIA
Coordenador jurídico do PT repudia suposta compra de voto e cobra Neto
Influenciadora Sandy Najar é investigada por compra de votos para o candidato ao governo do estado

O Portal A TARDE veiculou na tarde desta sexta-feira, 14, uma matéria sobre a investigação contra a influenciadora digital Sandy Najar por suposta compra de votos para ACM Neto (União Brasil), para a corrida eleitoral ao Governo do estado da Bahia.
À equipe de reportagem, o coordenador jurídico do PT na Bahia, Pedro Scavuzzi, condenou a atitude de Sandy, mas também fez questão de cobrar um posicionamento do próprio ACM Neto pelo suposto ato ilícito de campanha.
"Recebemos esse áudio e algumas mensagens encaminhadas com uma denúncia para a coordenação. Essas mensagens foram atribuídas a Sandy Najar. Quando recebemos, gerou uma repulsa imediata, pois a forma como é feito o áudio e dita a postura, é muito violenta e agressiva. Fica claro que está tendo se utilizar da miserabilidade do povo para tentar angariar votos para o candidato (ACM Neto)", comentou o coordenador jurídico do PT.
Sobre o candidato do União Brasil, Scavuzzi disse acreditar que ele não faz parte do suposto esquema, mas, ainda assim, cobrou um posicionamento público contra o ato.
"Sinceramente, eu não creio que o candidato ACM Neto compactue com esse ato. Acreditamos que ele não tenha esse interesse de utilizar a miserabilidade para ganhar votos. Achamos, inclusive, que ele deve repreender estes atos, e esperamos dele uma repreensão imediata, diga que pessoas que façam isso não representam o que ele acredita ou o meio que ele quer para ganhar a eleição", pontuou.
A denúncia foi feita junto ao Ministério Público Eleitoral do Estado da Bahia (MP Eleitoral), que definiu a atitude da influenciadora Sandy Najar como um "ato preparatório crime", o que não configura um crime eleitoral por si só.
"Fizemos a denúncia no Ministério Público Eleitoral para apurar eventual crime de captação ilícita de sufrágio ou de tentativa de captação. O Ministério Público entendeu que na denúncia que ali havia um ato preparatório de crime, mas que ainda não há crime especificamente, que depende dela já ter utilizado o dinheiro arrecadado para fins de entregas à população e angariar voto, o que configuraria o crime", explicou.
A coordenação jurídica do PT discorda do posicionamento do MP Eleitoral. "Nós entendemos que não, tomamos medidas judiciais para tentar sustar o ato, e tivemos êxito. Mas com o Ministério Público ainda iremos recorrer para que seja assim aberta a apuração do crime, até porque o tipo penal diz: 'Dar ou prometer benesse ao cidadão em troca do voto', e entendemos que ali houve benesse. Ela fez a promessa, mas queremos saber se chegou essa promessa a uma comunidade ou não", finalizou.
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