ELEIÇÕES 2022
PT aciona TSE contra uso político das policias federais
Segundo lideranças petistas, o governo estaria utilizando as corporações com "objetivo eleitoral"

Na reta final para o segundo turno das eleições, o deputado federal Paulo Teixeira (PT), que integra a coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que sejam tomadas providências a fim de impedir a atuação da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em favor da campanha de Jair Bolsonaro (PL).
A ação apresentada pelo Partido dos Trabalhadores cita também reportagens veiculadas na imprensa que indicariam o cooptação das policiais federais. Uma delas, publicada no UOL na sexta, 28, noticia que o Ministério Público Eleitoral (MPE) abriu apuração preliminar sore o uso da PRF a favor da reeleição de Bolsonaro.
A medida foi tomada após a corporação instaurar processo contra um servidor que declarou voto em Lula.
"Requer-se, respeitosamente, que sejam adotadas as providências cabíveis [...] a fim de efetivamente verificar e obstar a atuação instrumentalizada da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal voltada a eventualmente interferir no processo eleitoral", solicita a ação.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, escreveu no Twitter que a campanha petista recebeu denúncias de que as duas corporações estariam sendo instrumentalizadas pelo governo para fazer operações com "objetivo eleitoral".
"Diante de quem nunca hesitou em usar o Estado contra adversários, estamos pedindo providências ao TSE, em nome da lisura da eleição", afirmou ela.
Neste sábado, 29, em publicação no Twitter, o ministro da Justiça Anderson Torres afirmou que a Pasta fará uma grande operação para evitar crimes eleitorais que envolverá a integração de 10 mil policiais federais com cerca de 500 mil agentes das forças de segurança estaduais.
"As polícias do Brasil estão preparadas para dar essa segurança, mas vamos fazer o controle de tudo isso através do Centro Integrado de Comando e Controle, aqui de Brasília", disse ele em vídeo.
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