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ELEIÇÕES 2024

EUA devem reagir se Bolsonaro recusar derrota, diz diplomata

Presidente questionou diversas vezes a confiabilidade das urnas eletrônicas

Da Redação
Por Da Redação

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Bolsonaro também tem evitado condenar o ataque russo à Ucrânia
Bolsonaro também tem evitado condenar o ataque russo à Ucrânia -

A possibilidade do presidente Jair Bolsonaro (PL) sair derrotado e questionar uma derrota nas urnas nas eleições presidenciais deste ano foi tema de declaração do diplomata americana Arturo Valenzuela. Para ele, qualquer indício de ruptura democrática no Brasil contará com forte reação pelos Estados Unidos e outros países.

"Acho que não só os EUA, mas os países pelo mundo que estão preocupados com questões assim vão levar isso muito a sério, assim como muitos brasileiros. É preciso haver um esforço constante para fortalecer e renovar as instituições. Há certa fragmentação das forças políticas no mundo, falta coesão, mas estou confiante de que vamos ver forças se unindo. E certamente espero que será o caso do Brasil também", disse o diplomata, em entrevista à Folha de S.Paulo.

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Desde o meio do seu mandato, Bolsonaro tem questionado constantemente as urnas eletrônicas, mesmo tendo sido eleito diversas vezes através do sistema de votação. Bolsonaristas no Congresso tentaram aprovar uma lei que instituía o voto impresso auditável, mas a matéria não foi aprovado.

Durante este período, Bolsonaro entrou diversas vezes em rota de colisão com o ministro do STF Luís Roberto Barroso, que até o início deste ano presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Valenzuela também comentou as atuais posições do Brasil em relação a invasão russa na Ucrânia. O Itamaraty tem evitado condenar os atos russos, como tem feito o restante do mundo, e opta por se abster de votações referentes ao tema na Organização das Nações Unidas (ONU).

"É muito revelador que os dois maiores países da América Latina, México e Brasil, se abstiveram na votação para suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Os dois têm líderes populistas, um de direita e outro de esquerda. Abster-se nesse tipo de questão é algo que vai requerer muitos reparos depois. Cabe ao povo brasileiro decidir exatamente o que sua liderança deve ser no futuro, assim como o dos EUA decidiu que o governo anterior era um que não poderia mais ser aceito", opinou.

Arturo Valenzuela foi principal nome do Departamento de Estado para a América Latina no início do governo Barack Obama. Atualmente é professor emérito da universidade Georgetown. Ele irá participar nesta quarta-feira, 13, às 18h, de um debate virtual sobre as relações entre EUA e Brasil do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais).

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