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ELEIÇÕES

"Não é mágica, nem bruxaria", diz Wagner sobre ascensão de Jerônimo

Senador afirma que candidato do PT ao governo do estado foi definido após profunda análise política

Da Redação

Por Da Redação

24/10/2022 - 9:45 h

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A escolha do PT por Jerônimo Rodrigues para a disputa ao governo da Bahia surpreendeu a cena política, sobretudo por o partido apostar num rosto desconhecido da maioria dos baianos. A definição, que também se deu tardiamente, se mostra acertada diante dos números.

Com 49,5% dos votos, o ex-secretário de Educação de Rui Costa quase venceu no primeiro turno. Neste domingo, 23, nova rodada da pesquisa AtlasIntel, contratada pelo grupo A TARDE, apontou Jerônimo Rodrigues com 54,8%, contra 45,2% de ACM Neto (União Brasil).

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Um dos principais articuladores do PT, o senador Jaques Wagner revelou que, após fracassado objetivo inicial de construção de uma chapa com partidos aliados (o colega de Senado Otto Alencar, do PSD, foi cogitado, mas não aceitou o convite), uma análise política levou ao nome de Jerônimo.

"Chegou o dia que eu tinha que tomar a decisão e comuniquei a Rui. E anunciei que Rui ia ficar até o final do mandato, como eu tinha ficado também em 2014, que eu fiquei até o final, que ele iria ficar e a gente iria escolher uma pessoa do PT", afirmou nesta segunda-feira, 24, durante participação no programa Isso É Bahia, da rádio A TARDE FM.

Durante a entrevista, Wagner explicou que Jerônimo foi escolhido pela história no grupo político e a atuação como secretário de Educação.

"Não é mágica, nem bruxaria, nem idolatria. Eu não faço mágica, nem bruxaria. Não tenho esse dom. Eu fiz uma análise e graças a Deus essa análise está se confirmando. Política não é prato feito, é cardápio. Não tem prato feito na política. Nós construímos uma trajetória", destacou.

O senador também afirmou que não tinha sentido ficar "no ping-pong" com Rui Costa, e reforçou ser contra "essa coisa hereditária na política".

Segundo turno

Diferentemente dos últimos pleitos, a eleição ao governo da Bahia em 2022 será resolvida somente no segundo turno. Wagner reconhece que esse fato atesta um certo desgaste natural do PT à frente da administração estadual, mas menor do que o enfrentado pelo grupo de ACM Neto (União Brasil).

"Evidentemente que depois de 16 anos algum grau de desgaste você tem. Não tem o mesmo desgaste que o outro grupo. No outro grupo, que governou a Bahia por 40 anos, nos últimos 16, quando eles retomaram o poder, de 1990 a 2006, mudava quem estava sentado na cadeira, mas todo mundo sabe que quem mandava era ali na Paralela, na antiga sede do Correio da Bahia. Todo mundo sabe que tinha que tomar benção. Nós somos completamente diferentes disso. Isso aqui não tem dono. Você me vê dando ordem no governo de Rui? Nem ele vai dar ordem no governo de Jerônimo".

Wagner ainda aproveitou para alfinetar o ex-prefeito de Salvador sobre a influência nas decisões tomadas pela Prefeitura de Salvador.

"Quem manda hoje na Prefeitura? É quem está sentado? Pelo que eu acho, não. Não é o que está sentado. Então, fica com a mesma cara. Aqui tinha 40 anos com a cara do velho".

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