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ELEIÇÕES

Número de candidaturas cresce quase 38% na Bahia

Quantidade de registros de candidatos na Bahia saltou de 1.196 para 1.645, segundo dados do TSE

Dante Nascimento
Por Dante Nascimento
| Atualizada em
A Justiça Eleitoral é responsável por julgar os pedidos de registro e efetivar as candidaturas
A Justiça Eleitoral é responsável por julgar os pedidos de registro e efetivar as candidaturas - Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

O número de pedidos de registro de candidaturas cresceu 37,5% na Bahia entre as eleições de 2018 e 2022, segundo levantamento feito por A TARDE a partir de dados disponibilizados na internet pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Houve um salto expressivo em relação aos dois pleitos, de 1.196 para 1.645.

Em 2018, 125 candidaturas foram consideradas inaptas. Este ano, a maior parte dos pedidos ainda segue em análise. O prazo para registro terminou na segunda-feira, 15.

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Entre as pessoas que solicitaram registro este ano, 52,22% se declararam pardas, 25,29% pretas, 22,01% brancas, 0,3% indígenas e 0,12% amarelas, enquanto 0,06% não deram nenhuma informação.

O crescimento puxado pelo maior número de candidatos a deputado se observa nas duas esferas de poder. Em busca de uma das 39 vagas destinadas à Câmara Federal, 737 pedidos foram registrados na Bahia este ano, contra 503 em 2018. Já 878 pessoas tentam em outubro uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa da Bahia, enquanto há quatro anos foram 643.

O número de candidatos ao Senado caiu de 11 para 6, e para o cargo de governador de 7 para 6.

Em 2022, ao todo, 81 candidatos tentam a reeleição, um equilíbrio em comparação a 2018, quando 86 buscaram novo mandato.

O partido com a maior quantidade de candidatos é o PL (108). Na outra ponta está o UP (Unidade Popular), com apenas 2. Já o PP apresentou o maior crescimento em quatro anos, saltou de 24 para 101 candidaturas.

Fim das coligações

Nas últimas três décadas, a quantidade de candidaturas solicitadas no estado acompanhou uma tendência nacional de alta contínua em ano de eleição presidencial. Mas, o aumento em 2022 é o maior já registrado desde as eleições de1994.

Para o cientista político Cláudio André de Souza, o crescimento do número de candidaturas este ano é reflexo do fim das coligações proporcionais e da mudança na fórmula de financiamento de campanha.

“Há necessidade de os partidos projetarem mais quadros para conseguirem atingir o quociente eleitoral e isso requer mais candidaturas femininas e mais candidaturas da população negra, como forma já prevista na distribuição do fundo eleitoral, para potencializar o mapeamento político que cada partido tem estabelecido para estas eleições”, explica.

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