ELEIÇÕES 2024
Partidos movem forças para apoiar candidatos na reta final

Por João Pedro Pitombo
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Faltando uma semana para o encontro do eleitor com as urnas, os principais partidos movem as últimas peças no xadrez eleitoral com o objetivo de potencializar as chances de vitória dos seus candidatos.
Liderando somente em Goiânia e Salvador dentre as principais capitais brasileiras, o PT centra forças em cidades como São Paulo, Fortaleza, Recife e Belo Horizonte - capitais onde tem chances de chegar ao segundo turno do pleito.
Com o petista Fernando Haddad emparelhado com o tucano José Serra na disputa pelo segundo lugar, a capital paulista tornou-se prioridade para os petistas, sobretudo o ex-presidente Lula, que indicou o candidato.
Com a queda do petista Humberto Costa nas pesquisas, Recife perdeu o posto de capital prioritária do Nordeste, dando lugar a Salvador, onde Nelson Pelegrino está em empate técnico com ACM Neto (DEM), conforme pesquisas do Ibope e Vox Populi.
Fortaleza também aparece com força no mapa eleitoral do PT. Alçado candidato pela atual prefeita Luiziane Lins, o petista Elmano Freitas já aparece em segundo lugar nas pesquisas e deve definir o pleito num segundo turno com Roberto Cláudio (PSB) candidato dos irmãos Cid e Ciro Gomes.
Entre os demais partidos do bloco governista, Eduardo Paes (PMDB) caminha para uma vitória tranquila no Rio de Janeiro - mas ainda há chances de segundo turno caso Marcelo Freixo, candidato do PSOL, que aparece em segundo nas pesquisas, surpreenda nas urnas.
O aliado histórico PCdoB aparece com chances em Manaus, Florianópolis e Porto Alegre. Na capital gaúcha, a, disputa se dá entre os governistas José Fortunatti (PDT), Manoela D'Ávila (PCdoB) e Adão Villaverde (PT).
Em Belo Horizonte, a disputa também se dá entre governistas, mas com um tom bem diferente: a campanha ganha contornos nacionalizados, já que o atual prefeito Márcio Lacerda (PSB) vai para disputa com o apoio do presidenciável tucano Aécio Neves. Do outro lado está o petista Patrus Ananias.
"A base do governo tende a ser majoritária nas capitais. E o crescimento de Pelegrino, de Salvador, mostra a força deste projeto político", destaca o deputado federal e coordenador da bancada baiana Daniel Almeida (PcdoB).
Oposição - No campo das oposições, o Democratas tem em Salvador o seu último bastião entre as capitais mais importantes - uma vitória de ACM Neto é vital para a sobrevivência política do partido. Aracaju é a outra capital onde o DEM tem chances, com a candidatura do ex-governador João Alves.
Apesar da importância de Salvador no xadrez da oposição, o vice-presidente nacional do DEM, José Carlos Aleluia, diz que o partido deu prioridade à questão local, evitando nacionalizar a disputa. "Quem nacionalizou foi o PT, quando trouxe para a Bahia o ex-presidente Lula e veiculou declarações da presidente Dilma", disparou.
Questionado sobre a presença do senador e possível presidenciável tucano Aécio Neves esta semana em Salvador, Aleluia disse que a visita teve como objetivo principal um exemplo de um governador bem avaliado que governou Minas Gerais oito anos no campo da oposição.
Apesar de não ter candidato competitivo nas cinco maiores e mais importantes capitais (São Paulo é a única em que o partido tem chances de segundo turno), o PSDB tem chances de eleger prefeitos nas de médio porte, como Manaus, Vitória, Maceió, São Luís e Teresina.
No campo das esquerdas, o PSOL vem forte no Rio de Janeiro, mas também tem candidatura competitiva em Belém, onde os socialistas devem ir ao segundo turno, com Edmilson Rodrigues.
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