POLÍTICA
Entidades condenam Bolsonaro por exaltar torturador


O Grupo Tortura Nunca Mais-Bahia informou, por meio de nota, que vai denunciar no Ministério Público Federal (MPF) o deputado Federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por seu pronunciamento na sessão de votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, no último domingo, 17, no Plenário da Câmara, elogiando o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, conhecido pelas torturas cometidas durante o regime militar no Brasil (1964-1985).
O Tortura criticou duramente a manifestação do parlamentar, que fez uma associação entre o Golpe de 1964 e a votação: "Perderam em 1964, perderam em 2016. Pelo Coronel Ustra, que Dilma tanto teme", disse Bolsonaro.
O protesto do Tortura segue outras entidades como a Seccional Fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), que irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a cassação do mandato do deputado. A Secretaria Especial de Direitos Humanos também emitiu nota de repúdio, na qual condena a menção e aplauso a torturadores durante a votação na Câmara.
Nesta terça-feira, 19, a presidente Dilma, que foi presa e torturada na ditadura, criticou o deputado durante entrevista com jornalistas estrangeiros. "Acho lamentável. Eu, de fato, fui presa nos anos 70, de fato conheci bem esse senhor [Ustra] ao qual ele [Bolsonaro] se refere. Ele foi um dos maiores torturadores do Brasil."
Leia abaixo na íntegra a nota assinada pelo presidente do Tortura Nunca Mais-Bahia, Joviniano Neto.