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Fake news nas eleições é algo difícil de prevenir, avalia advogado

Da Redação
Por Da Redação

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Advogado falou nesta terça-feira à rádio A TARDE FM
Advogado falou nesta terça-feira à rádio A TARDE FM - Foto: Divugação

Em 2018, as eleições foram marcadas pelo disparo e disseminação em massa de fake news. Com a corrida eleitoral se aproximando, existe receio de que o mesmo aconteça neste pleito. Para o advogado especialista em Direito Eleitoral, Ademir Ismerim, o fenômeno das fake news nas eleições é algo difícil de prevenir.

"Diria que é quase impossível evitar. Tem gente que não vale nada, que a intenção é espalhar coisas ruins em relação ao outro. A legislação eleitoral faculta que você peça direito de resposta, que entre com ações para tirar do ar. Mas o trabalho preventivo, para evitar, é difícil”, explicou em entrevista ao programa ‘Isso é Bahia’, da rádio A TARDE FM, na manhã desta terça-feira, 18.

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Ismerim também esclareceu que é permitido que os pré-candidatos façam vídeos e lives, só não podem, ainda, pedir voto. O advogado lembrou da importância dos candidatos terem uma assessoria legal e jurídica para evitar problemas com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que podem até resultar no impedimento de concorrer ao cargo eletivo.

"A ideia é que coloque na rua suas propostas. A propaganda só está autorizada em 27 de setembro. Então o Congresso definiu essa ‘brecha’ como uma forma de diminuir a desigualdade que existe entre quem não tem mandato com quem tem”, salientou.

Após as restrições de convívio causadas pela pandemia do Coronavírus, a utilização de ferramentas digitais deve ser intensificada no ciclo eleitoral de 2020. E seja por parte dos agentes políticos quanto para os eleitores, conhecer as regras para as campanhas é essencial para uma atuação correta nesse período.

Para o advogado, os candidatos devem preferir fazer carrearas, como uma forma de manter contato com o público mas sem gerar aglomerações. Segundo ele, o rádio também vai ser mais valorizado, por ter em maior quantidade e um tempo maior. Na rádio a programação eleitoral gratuita dura 1h30, enquanto na televisão o tempo é de 50 minutos.

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