POLÍTICA
Mercadante: reforma agrária deveria antecipar conflitos
O candidato ao governo do Estado de São Paulo, senador Aloizio Mercadante (PT), defendeu hoje, no auditório do Grupo Estado, uma reforma agrária que antecipe os conflitos, que incentive a agricultura familiar e não prejudique a produção. Mercadante ponderou que muitas vezes movimentos de ocupação tem como objetivo chamar atenção sobre uma determinada área, "se o Estado se antecipa e tem um programa de assentamento", evitaria o conflito. O candidato defendeu um programa de fomento a agricultura familiar. "Nós temos um desafio importante que é fortalecer a agricultura familiar, especialmente fruticultura, floricultura, onde se gera mais valor agregado".
O candidato afirmou que o problema do conflito fundiário no Estado é muito restrito, basicamente na região do Pontal do Paranapanema, e apontou a falta de regulamentação da terra pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) como principal responsável. Sobre se expulsaria os militantes que ocupam terras ou lhes concederia a propriedade, o candidato argumentou que a própria lei já equacionou este problema. "A legislação é muito clara. Qualquer área que for objeto de ocupação, não pode ser objeto da reforma agrária".
Mercadante enfatizou a preservação das propriedades produtivas, "elas são essenciais para o desenvolvimento do país". Segundo ele, São Paulo é responsável por 76% do suco de laranja que o mundo consome. "No setor sucroalcooleiro nós temos uma expansão fantástica. Nós estamos substituindo o a gasolina pelo etanol e em quatro anos vamos dobrar a produção. O gado extensivo vai precisar ir para o Centro-Oeste, o estado de São Paulo não tem mais espaço. Nós vamos ser terminação de carne, industrialização e exportação." O candidato acredita que "com a agricultura pujante gerando oportunidade de emprego, evidentemente, a demanda por terra fica reduzida a medida que oferece bons empregos".
Mercadante fez um balanço das reservas de petróleo nos diversos países e defendeu o álcool como nova matriz energética "Nós vamos começar a substituir a nafta e a cadeia do petróleo, pela cadeia do álcool e da cana".
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