POLÍTICA
No Rio, adversários de Lula se preparam para debate
Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazia suspense sobre sua presença no debate da TV Globo, os outros três candidatos aproveitaram o dia para compromissos rápidos e para se preparar para o embate. A candidata do PSOL, Heloísa Helena, chegou ao Rio na véspera. Hospedada na casa do candidato ao governo do Estado pelo partido, Milton Temer, almoçou com amigos e foi a uma manifestação da sede a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
O tucano Geraldo Alckmin e o pedetista Cristovam Buarque chegaram ao Rio na hora do almoço. Febril, Cristovam almoçou salmão com legumes e descansou à tarde no hotel Internacional Rio, em Copacabana, zona sul. O único compromisso de Cristovam Buarque foi uma visita ao jornalista Roberto D Ávila, de quem é amigo.
Alckmin optou por um corpo-a-corpo em Copacabana antes de se recolher no hotel Meliá da Barra da Tijuca, na zona oeste, próximo à TV Globo. O tucano agradeceu e aproveitou para cobrar a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O debate é talvez o instrumento mais verdadeiro da campanha eleitoral. Comparecer é um respeito ao eleitor. Se algum candidato não for, o problema é dele, o prejuízo é dele", disse Alckmin.
Alckmin se preparou para o confronto com a ajuda do marqueteiro de sua campanha, Luiz Gonzalez. Preparou perguntas específicas para Lula em torno dos escândalos que marcaram e ainda marcam o governo. "Me preparo para que todos compareçam", disse Alckmin no início da tarde, fazendo mistério sobre o que perguntaria ao presidente, se fosse confirmada a presença.
Embora tenha dito que não precisa de preparação para debate, Heloísa Helena repassou alguns temas para discussão com Milton Temer e com o candidato a vice-presidente, César Benjamin. À tarde, participou de um ato conjunto com o PDT em protesto à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de liberar o uso de camisetas, bonés e buttons a três dias da eleição.
Heloísa Helena considerou suspeito o fato de a medida ter sido tomada depois de visitas das cúpulas das campanhas tucana e petista ao tribunal. Segundo ela, a decisão é um apoio ao poder econômico e provoca uma situação de insegurança jurídica no País, já que o uso desses objetos na hora da votação haviam sido proibidos no início da campanha. Depois do ato público, a senadora descansou até a hora de ir para a TV Globo. "Vou sair de circuito", disse a candidata, segundo uma assessora.
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