Oposição pede investigação de Bolsonaro por crime de ódio

Líderes querem federalização por causa do apoiador do presidente que assassinou um militante petista

Publicado terça-feira, 12 de julho de 2022 às 18:08 h | Atualizado em 12/07/2022, 18:08 | Autor: Da Redação
Na segunda-feira, 11, Bolsonaro disse ser contra qualquer ato de violência
Na segunda-feira, 11, Bolsonaro disse ser contra qualquer ato de violência -

Líderes da oposição no Congresso apresentaram, no início da tarde desta terça-feira, 12, uma representação à Procuradoria Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o político seja investigado por propagar crimes de ódio.

Segundo a CNN, a informação foi confirmada pelo líder da minoria na Câmara, Alencar Santana (PT-SP), que está no encontro.

“Queremos que haja apuração dos crimes de ódio e de seus propagadores. O que ocorreu em Foz do Iguaçu não foi um ato isolado. Há pessoas que estimulam essa conduta, dentre elas o presidente Jair Bolsonaro, que em diversas vezes disse que os seguidores sabem o que fazer. Por isso queremos que o PGR atue se manifestando, tomando medidas concretas", informou o parlamentar à CNN.

“Tem que apurar crimes de ódio, como essas pessoas atuam, a cadeia de comunicação e o papel do presidente pois, quando o presidente fala a seus seguidores, está sendo jogada uma senha. Por isso, vamos levar uma representação pedindo a abertura de um inquérito para apurar os grupos de ódio e também o presidente”, completou.

A oposição pede a federalização do crime que aconteceu no último sábado em Foz do Iguaçu, quando um apoiador do presidente assassinou um militante petista. De acordo com a CNN, a minuta da representação pede:

  • A instauração de Procedimento de Investigação Criminal para apurar, em tese, a prática de crimes pelo Presidente da República e, ao final, a oferta de denúncia ao Supremo Tribunal Federal;
  • A adoção das medidas administrativas e civis pertinentes, em função das responsabilidades pelos crimes, em tese, delineados na presente representação;
  • A adoção de medidas, na qualidade de Procurador-Geral Eleitoral, para assegurar a lisura, segurança e higidez do processo eleitoral;
  • A adoção de medidas civis, administrativas e penais para identificar com urgência grupos em redes sociais que vêm disseminando ódio e estimulando violência e intolerância política, de modo que sejam impedidos e responsabilizados;
  • A adoção de medidas legais junto às plataformas de redes sociais, para que impeçam a divulgação, em seus mecanismos, de quaisquer condutas que representem práticas de ódio e intolerância política, especialmente no período eleitoral.

Na segunda-feira, 11, Bolsonaro disse ser contra qualquer ato de violência.

“Quando o Adélio me esfaqueou, ninguém falou que ele era afiliado ao PSOL. O que eu eu tenho a ver com a com esse episódio de Foz do Iguaçu? Nada! Somos contra qualquer ato de violência. Eu já sofri disso na pele. A gente espera que não aconteça, obviamente. Espero que não aconteça! […] Agora, o histórico de violência, não é do meu lado. É do lado de lá”, sugeriu.

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