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POLÍTICA

Quilombolas pedem ajuda a Dilma na Base Naval de Aratu

Carol Aquino e Lúcio Távora
Por Carol Aquino e Lúcio Távora
| Atualizada em

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Integrantes da comunidade quilombola Rio dos Macacos, instalada num trecho das margens da Baía de Todos-os- Santos, aproveitaram a presença da presidente Dilma Rousseff na Base Naval de Aratu, região metropolitana de Salvador, para denunciar na manhã desta segunda-feira, 2, que vêm sofrendo pressão da Marinha para deixar a área que habitam, localizada dentro da Vila Militar.

O grupo de 50 quilombolas realizou manifestação na área do pier marítimo de São Thomé de Paripe, onde jornalistas fazem plantão para cobrir o descanso da presidente. Levaram várias faixas cobrando uma "solução" a Dilma Rousseff para o conflito de terras que se arrasta desde a década de 70, quando foi criada a Base Naval de Aratu. Uma das frases escritas nas faixas acusava: "Marinha quer expulsar comunidade Rio dos Macacos". Outras pediam socorro: "Vai permitir isso presidenta?" e "Dilma tem que nos ajudar".

Os manifestantes levaram também um "bumba-meu-boi" para o protesto, realizado próximo ao muro que isola a Praia de Inema, privativa da Base Naval, à de São Thomé de Paripe.

Os quilombolas alegam que ocupam a área disputada com a Marinha desde a época da abolição da escravatura, há mais de 100 anos. A comunidade é formada por mais de 500 famílias, mas são as 43 que estão na área da Marinha que estariam sendo ameaçadas por fuzileiros armados, que querem forçar a desocupação da terra.

“À noite, eles cercam nossas casas armados e encapuzados. Sabemos que são eles por causa da farda. A gente não dorme, cochila, porque temos medo de eles invadirem nossas casas e nos matarem.” conta a quilombola Rosimeire dos Santos.

Moradores do Rio dos Macacos alegam já terem sido espancados com a coronha dos rifles enquanto trabalhavam nas roças. “Nós não vamos sair daqui. Estamos nessa área desde o tempo da minha bisavó, ela é nossa. Quem invadiu as terras foi a Marinha”, acusa Rosimeire.

Disputa - Parte da área onde a comunidade está instalada, segundo os moradores, é disputada judicialmente porque a Marinha pretenderia usar o local para ampliar as instalações da base naval.
Em outubro de 2010, a 10ª Vara Federal da Bahia determinou, por meio de liminar, a desocupação dos 43 imóveis do quilombo. A área na qual eles estão localizados foi cercada pela Marinha, e a entrada e saída dos moradores passou a ser monitorada.

Um ano depois, porém, a área foi oficialmente declarada comunidade quilombola, com publicação no Diário Oficial da União em 4 de outubro, e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), do governo federal, solicitou que a Procuradoria Geral da União.

A reportagem tentou entrar em contato com a Marinha, mas militares de plantão disseram que, devido ao recesso de fim de ano, somente iria se pronunciar na quarta-feira (4) quando o trabalho no local voltará ao normal.

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Assista ao vídeo sobre o Quilombo do Macaco

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