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Secretário critica modelo do novo Bolsa Família e acusa governo Bolsonaro de discriminar o Nordeste

Rodrigo Aguiar
Por Rodrigo Aguiar

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Carlos Martins afirmou que novo programa vai desestruturar sistema único de assistência social | Foto: Divulgação
Carlos Martins afirmou que novo programa vai desestruturar sistema único de assistência social | Foto: Divulgação - Foto: Divulgação

O secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Carlos Martins, criticou nesta quarta-feira, 22, o modelo do novo programa de transferência de renda, que substituirá o Bolsa Família, e acusou o governo federal de discriminação contra o Nordeste.

"Há uma ação política de substituir o Bolsa Família pelo Auxílio Brasil, o que desestrutura o sistema único de assistência social, que acabou com o assistencialismo e a lógica de as pessoas ficarem mendigando", afirmou Martins, em entrevista ao programa Isso é Bahia, da Rádio A TARDE FM.

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Para o secretário, o "novo Bolsa Família" implicará na desestruturação do sistema único de assistência social - formado por União, estados e municípios - além de possibilitar maior número de irregularidades na concessão do benefício.

"O novo programa vem da experiência do auxílio emergencial, que estabeleceu o contato direto do beneficiário com a Caixa Econômica Federal. Se isso for aplicado, vai desestruturar o sistema único de assistência social. Nós monitoramos as famílias, inclusive para garantir que os meninos fiquem na escola, garantir a vacinação. Se a gente adotar o modelo direto, isso tudo vai desaparecer. Se com o modelo atual, já existem fraudes, imagine no contato direto com a Caixa", disse.

Martins ainda sugeriu que estados do Sul têm sido privilegiados na concessão do Bolsa Família, enquanto famílias do Nordeste têm sido desligadas do programa. "Recentemente, tivemos que entrar no STF para garantir o retorno de 11 mil famílias da Bahia excluídas entre outubro e março. E o ministro Marco Aurélio concedeu a liminar", relatou. De acordo com o secretário, na atual crise cresceu em quase 20% o número de famílias baianas que solicitam o benefício, passando de 180 mil famílias para 215 mil.

Ao acusar o governo federal de discriminação contra o Nordeste, Martins disse não encontrar razões técnicas ou políticas para o tratamento. "Tirar 50 mil pessoas do Bolsa Família do Nordeste e transferir para outros estados, onde há pobreza, mas não como aqui. É claro que lá também tem pobres, mas os pobres de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná têm uma condição diferenciada do Nordeste, principalmente por causa da seca", comparou.

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