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Morre Gilmar Sampaio, ícone da dança na Bahia e do Balé Teatro Castro Alves

Bailarino atuou por mais de 30 anos no BTCA e marcou gerações na dança

Isabela Cardoso
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| Atualizada em

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Durante mais de três décadas, o bailarino integrou o Balé Teatro Castro Alves
Durante mais de três décadas, o bailarino integrou o Balé Teatro Castro Alves -

Um dos nomes mais respeitados da dança na Bahia, Gilmar Sampaio morreu nesta terça-feira, 21. O artista foi encontrado sem vida em seu apartamento, e a causa foi apontada como natural.

Com trajetória consolidada nos palcos e fora deles, Gilmar construiu um legado que atravessa gerações, tanto pela atuação artística quanto pela formação de novos talentos.

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Carreira construída no BTCA

Durante mais de três décadas, o bailarino integrou o Balé Teatro Castro Alves (BTCA), uma das principais companhias públicas do país. Ao longo desse período, participou de montagens que ajudaram a definir a identidade da dança contemporânea na Bahia.

Em nota, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) destacou a relevância de sua contribuição, afirmando que sua morte representa uma perda significativa para o cenário cultural.

Entre o clássico e o afro-brasileiro

A versatilidade era uma das marcas de Gilmar Sampaio. Ele transitava entre o balé clássico e as danças afro-brasileiras, estabelecendo pontes entre linguagens e fortalecendo a presença da cultura negra nos palcos.

Além de bailarino, também se destacou como cantor em espetáculos e como professor, sendo reconhecido pela dedicação à formação artística.

Atuação além dos palcos

Fora da cena artística, Gilmar também tinha papel relevante na Casa do Mensageiro, onde exercia função de liderança espiritual. Em nota, o terreiro lamentou a morte e ressaltou sua importância na construção da comunidade.

A entidade afirmou que o legado do artista permanece vivo por meio dos ensinamentos e da trajetória construída ao longo dos anos.

Reconhecimento e despedida

A diretora artística do Teatro Castro Alves, Rose Lima, destacou o impacto da perda para a dança baiana, ressaltando a atuação de Gilmar como artista múltiplo e educador.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento.

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