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TRADIÇÃO

Festa de Iemanjá: processo de salvaguarda avança; saiba detalhes

Representantes de diversas entidades participaram de oficina dedicada à proteção do patrimônio

Ian Peterson*
Por Ian Peterson*
Processo de salvaguarda da Festa de Iemanjá deu passo importante
Processo de salvaguarda da Festa de Iemanjá deu passo importante - Foto: Rafaela Araújo/ Ag. A TARDE

O processo de salvaguarda da Festa de Iemanjá deu mais um passo importante, na noite de ontem, durante a 6ª oficina dedicada à proteção deste patrimônio cultural. O encontro reuniu especialistas e representantes de associações e entidades envolvidas na organização da festa para discutir ações e estratégias de preservação das tradições e a sustentabilidade do evento.

O plano de salvaguarda é um instrumento de gestão compartilhada que visa proteger e garantir a continuidade de bens culturais imateriais, como festas e celebrações tradicionais.

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Ele envolve a criação de ações de curto, médio e longo prazo, em conjunto com os detentores do conhecimento e das práticas culturais para preservar esses patrimônios.

De acordo com Antonioni Afonso, coordenador técnico do projeto, a oficina deu continuidade ao processo de escuta ativa com moradores, pescadores e membros de terreiros que fazem parte da festa, para identificar problemas e propor soluções com foco na preservação e continuidade da Festa de Iemanjá.

“Não pensamos apenas em um plano para a festa, mas em algo que garanta a existência e continuidade das pessoas que realizam essas celebrações", destacou Antonioni.

O plano de salvaguarda inclui ações de educação patrimonial em escolas e comunidades, com o objetivo de preservar a celebração para as futuras gerações.

Os principais pontos levantados durante a oficina foram justamente a preservação das tradições e a proteção do meio ambiente no contexto da Festa de Iemanjá.

Evilásio da Silva Bolsas, presidente do Conselho Municipal das Comunidades Negras, destacou a importância de equilibrar a modernização com o respeito às práticas tradicionais.

“Essa é uma festa que já tem mais de 100 anos, mas, como tudo que tem a evolução, ela também sofre com essa evolução da humanidade. A ideia de um trabalho como esse, de salvaguardar o patrimônio, é garantir que possamos preservar os aspectos mais emblemáticos desses festejos”, afirmou.

Os materiais dos quais as oferendas são feitas foi um ponto destacado para projeto. “Estamos trabalhando muito com a proteção da natureza e tentando conscientizar as pessoas a fazerem presentes ecologicamente corretos. Evitar vidros e outros materiais que possam poluir o mar é uma prioridade, mas, ao mesmo tempo, queremos manter viva a tradição da festa”, explicou Evilásio.

Além disso, a oficina contou com a presença de representantes de diversos órgãos, incluindo associações comunitárias, autoridades ambientais.

Próximos passos

Uma das próximas ações para formulação do plano de salvaguarda é a apresentação do documento final ao Conselho Municipal de Política Cultural, que será responsável por analisar e aprovar o planejamento elaborado. “Após essa etapa, o plano será transformado em uma portaria, passando a ter força de lei,” explicou Antonioni Afonso.

Além disso, estão previstas novas oficinas para monitorar a execução das ações estabelecidas e garantir que as medidas de proteção ao bem sejam implementadas de forma efetiva. “Vamos continuar acompanhando e revisando o plano, para que ele atenda às necessidades dos detentores e assegure a preservação da celebração”.

*Sob a supervisão da editora Meire Oliveira

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