CASO HENRIQUE BORGES
Filho do fundador do SPFW relata racismo e agressão no Candyall
Henrique Borges detalha agressão física e ofensas sofridas em Salvador; família luta para tipificar crime como racismo

Henrique Borges, filho do fundador do São Paulo Fashion Week (SPFW), afirmou ter sido vítima de agressões físicas e verbais após um mal-entendido por uma lata de energético. O episódio, investigado como um caso de possível racismo, ocorreu no Candyall Guetho Square, em Salvador.
O relato de Henrique: "Você é um ladrão"
De acordo com os relatos de Henrique, o conflito começou na área VIP do evento. Ao acreditar que as bebidas eram cortesia do camarote patrocinado, ele pegou uma lata no chão. A reação de Décio Caribé de Castro Júnior, professor de karatê, segundo o jovem de 20 anos, foi agressiva e mesmo com um pedido de desculpas, as ofensas não cessaram.
Henrique detalha que foi seguido até o banheiro, onde foi encurralado e esmurrado no rosto. O agressor teria disparado: "Rouba, agora, seu ladrão... Agora você vai aprender". Todo o relato foi feito em entrevista para a revista Piauí.
Postura dos envolvidos e o "escudo social"
Ainda de acordo com a denúncia, Ricardo Mesquita Guedes, amigo do Décio, teria minimizado a violência.
Ao perceber que tentavam filmar a situação, Guedes teria debochado: "Eu dou mil reais por esse celular". Ele ainda teria afirmado que "o pivete" — referindo-se a Henrique — deveria ter apanhado mais.
Batalha judicial e silêncio das instituições
A defesa de Henrique luta para que o caso não seja tratado apenas como lesão corporal, mas sim como racismo. A presunção de criminalidade sobre o corpo negro é o ponto central da denúncia apresentada pela família do jovem.
"A gente não pode mais permitir que isso seja tratado como uma briga de jovens. É sobre um corpo negro sendo lido como criminoso em um espaço onde ele deveria estar seguro", reforçam interlocutores ligados à família de Henrique.
Entramos em contato com a assessoria de comunicação do Candyall Guetho Square que envoiou a seguinte nota. "O ocorrido se deu nas dependências do Candyall Guetho Square, porém não possuímos qualquer relação com os fatos, sendo apenas o local onde a situação aconteceu. Reforçamos que não compactuamos com qualquer ato de violência ou racismo, e destacamos que, no momento do ocorrido, nossa equipe atuou de forma imediata, prestando todo o suporte necessário".
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