SAÚDE
Disfunção olfatória e qualidade de vida

Por Equipe Nutrição & Boa Forma | Estadão Conteúdo
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Mudanças perceptivas olfatórias podem ser quantitativas (perda de olfato) ou qualitativas (distorções olfatórias). A perda de olfato pode ser parcial, uma condição chamada hiposmia, ou total, uma condição chamada de anosmia. Pacientes com perda parcial do olfato geralomente também sofrem de percepção distorcida do olfato. Essa percepção distorcida pode ser subdividida em parosmia (experiências olfatórias distorcidas na presença de um odor) e fantosmia (experiência olfatória distorcina na ausência de odor).
A disfunção olfatória (DO) é uma condição muito comum, com uma prevalência entre 4-25%. Homens são mais propensos a desenvolverem do que mulheres, tabagismo, trabalhar em ambientes de fábricas, baixo nível de educação e, ter um menor poder aquisitivo, são reportados como fatores de risco. Olfactory dysfunction is a very common condition with a reported prevalence between 4 and 25%. A DO, assim como problemas visuais e auditivos tornam-se prevalente com o aumento da idade. As três causas mais comuns da DO são doença sinonasal, infecção no trato superior respiratório e trauma na cabeça; Os problemas práticos de não ser capaz de sentir um ambiente com odores são exacerbados pelo isolamento social induzido pela perda do olfato. Além das consequências práticas e sociais, a perda do olfato também está relacionada com a redução na habilidade de experimentar prazer e motivação para engajar em atividades prazerosas.
Apesar do mecanismo não ser conhecido, há uma relação entre a perda de olfato e os sintomas depressivos e mudanças de humor. Devido a grande contribuição do sistema olfatório na percepção de sabor, a perda de olfato muda dramaticamente a experiência de alimentar-se. O cheiro da comida não ajuda somente a comida ser mais apreciada, mas também motiva o ato de alimentar-se, de cozinhar e de ir a restaurantes. O efeito da perda de olfato na motivação pode ser explicado pelas grandes mudanças não esperadas na vida dos pacientes. Uma melhor educação dos pacientes, do público e dos profissionais clínicos sobre a DO pode ajudar a melhorar a qualidade de vida para os afetados através da redução de problemas práticos e sociais, no entanto, uma solução compreensiva pode somente ser promovida através de pesquisas de um tratamento efetivo.
Referências
KELLER, A.; MALASPINA, D. Hidden consequences of olfactory dysfunction: a patient report series, BMC Ear, Nose and Throat Disorders, v.13, n.8, 2013.
Por Joyce Rouvier
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