SAÚDE
Drogas na gestante adolescente
A gravidez na adolescência, mais comum no Brasil em níveis sociiais mais baixos, tornou-se um problema de saúde pública já que leva potencialmente a problemas físicos, emocionais, sociais e econômicos tanto para a mãe quanto para a criança. A extrema vulnerabilidade devido ao involvimento no contexto de violência aumenta a associação entre a gravidez precoce e outros fatores de risco. O uso de substâncias (drogas, álcool e cigarro) por familiares aumenta o risco de consumo pelas adolescentes e por uma gravidez precoce.
Em grupos de baixo nível econômico, apesar de ambos os sexos começarem a trabalhar ainda adolescentes, as tarefas designadas não são as mesmas. Desde a infância, as meninas são preparadas para tornarem-se mães, aprendendo a cuidar da casa e dos irmãos mais novos. Nesse sentido, essas habilidades contribuem a sua predisposição a terem seus própios filhos. O consumo de altas quantidades de álcool, devido ao seus efeito na perda de consciência, posa como um aumento no risco de sexo sem proteção. Esse comportamento pode ser indicativo de alguma insatisfação nas relações familiares. As crianças e os adolescentes tendem a aprender os valores hábitos e atitudes baseados em seus familiares e por isso deve haver uma maior conscientização dos mesmos.
Referências
FALER, C.S. et al. Family psychosocial characteristics, tobacco, alcohol, and other drug use, and teenage pregnancy, Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.29, n.8, p.1654-1663, 2013.
Por Joyce Rouvier
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