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15/10/2023 às 6:00 • Atualizada em 15/10/2023 às 7:58 - há XX semanas | Autor: Da Redação

SAÚDE

Programa Vacina Bahia fortalece ações de imunização

Criado este ano, projeto tem como alvo principal cidades com baixa cobertura vacinal

Imagem ilustrativa da imagem Programa Vacina Bahia fortalece ações de imunização
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Passa pouco das 9 horas quando o carro laranja do programa Vacina Bahia chega à comunidade Fazenda Lagoa do Fim, localizada na zona rural do município de Presidente Jânio Quadros, no sudoeste do estado. No local, a população espera pelo início da imunização, que vai garantir que crianças como o pequeno João, de 7 anos, regularizem o calendário vacinal. “É mais saúde para nossos filhos”, comemora a dona de casa Maria da Conceição Silva, de 38 anos.

A comunidade é uma das 45 visitadas pelos vacinadores que fazem parte do programa. Criado pelo governo do Estado em fevereiro, o Vacina Bahia tem como meta fortalecer o calendário vacinal de todas as faixas etárias, principalmente no grupo de crianças de até 1 ano, com foco no aumento da cobertura das vacinas Pentavalente, Pneumo 10, Tríplice Viral e a contra a Poliomielite.

Programa promove vacinação na comunidade Fazenda Lagoa do Fim
Programa promove vacinação na comunidade Fazenda Lagoa do Fim | Foto: Divulgação / Prefeitura de Jânio Quadros

Secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana explica que a ação foi iniciada focando nos 43 municípios com até 100 mil habitantes com as mais baixas coberturas vacinais no Estado. Desde o início de setembro, o programa foi expandido, passando a recorrer à estratégia da busca ativa e levando os agentes de imunização até as comunidades quilombolas, indígenas e ribeirinhas dos 417 municípios baianos.

“O Vacina Bahia veio para mudar o cenário dos baixos índices de vacinação no estado”, explica a secretária. “Nós disponibilizamos veículos para levar os vacinadores a comunidades mais distantes, técnicos de enfermagem e computadores para serem utilizados nas salas de vacina. Nessa segunda etapa, estamos apostando na estratégia que chamamos de ação extramuro, com a qual garantimos levar a vacina para algumas pessoas que muitas vezes não conseguem chegar aos postos de saúde. Ampliamos nosso campo de atuação e também passamos a ter como foco a vacinação de quilombolas, indígenas, comunidades ribeirinhas, além da busca ativa em escolas.”

Para viabilizar a ação, foram investidos, segundo a Secretaria da Saúde (Sesab), mais de R$ 4,6 milhões na contratação de vacinadores, treinamento e capacitação de equipes, bem como infraestrutura e locação de veículos. Além do investimento financeiro, as autoridades e conselhos de saúde do Estado e dos municípios foram engajados para ampliar os resultados.

Somente para a aquisição de dez veículos que percorrem comunidades mais afastadas em todo o estado foram investidos R$ 918 mil. Os carros foram destinados aos nove Núcleos Regionais de Saúde (NRS) da Bahia: Núcleo Regional de Saúde Leste, que abrange a Região Metropolitana de Salvador, recebeu dois veículos para uso exclusivo no programa de vacinação, NRS – Sul, Oeste, Centro-Leste, Centro-Norte, Nordeste, Extremo Sul, Norte e Sudoeste – que foram contemplados com um veículo cada.

Força-tarefa

Para a médica infectologista e diretora médica do Instituto Couto Maia, Alice Sena, a força-tarefa de vacinação é de extrema importância para evitar que doenças já erradicadas, como a poliomielite, voltem ao País por causa de baixas coberturas vacinais. O último caso da doença na Bahia o foi registrado no final da década de 1980, mas, como o vírus segue em circulação, pode haver o risco de contaminação, causando paralisia e até mesmo a morte.

“As vacinas são um importante aliado para o controle das doenças chamadas imunopreveníveis, ou seja, doenças infecciosas”, analisa a infectologista. “À medida que essas coberturas caem, o risco de contato com o agente infeccioso natural e de produção de doenças vai aumentando, porque a vulnerabilidade da população aumenta. Então, para que nós tenhamos o controle dessas doenças, é necessário que se mantenha constantemente altos níveis de cobertura vacinal para diminuir a pressão existente do vírus ou do agente infeccioso.”

Meta é alcançar 95% de cobertura

Dados da Sesab mostram que, em 2022, a cobertura vacinal na Bahia atingiu a taxa de 75,6% para vacinação contra a Poliomielite, 75,4% para a Pentavalente, 79,4% para a Pneumocócica e 75,6% para a Tríplice Viral.

Em 2023, apesar de os números ainda estarem defasados por conta de um problema no banco de dados do Ministério da Saúde, que atrasa a atualização dos índices, o Estado já registra uma pequena melhora nas taxas de imunização, registrando cobertura de 75,4% para Poliomielite, 75,8% para Pentavalente, 80,2% para Pneumocócica e 75,8% para Tríplice Viral. A meta é que o índice alcance, no mínimo, 95% do público-alvo de cada imunizante.

“Apesar de as doses estarem sendo lançadas regularmente pelos municípios, a gente ainda não consegue visualizar dados de coberturas vacinais atualizados, pois o Ministério da Saúde precisou fazer uma atualização da versão do sistema e, nessa nova versão, os relatórios de cobertura ainda não estão disponíveis, o que deve acontecer nos próximos meses”, explica a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Vânia Rebouças.

“Até lá, a orientação é que os municípios continuem realizando as boas práticas de incluir os registros em tempo oportuno e de maneira adequada para que, de fato, quando esses relatórios estiverem disponíveis, a gente possa ter uma visualização fidedigna das coberturas vacinais”, orienta.

A coordenadora do Programa Estadual de Imunizacoes, Vania Reboucas
A coordenadora do Programa Estadual de Imunizacoes, Vania Reboucas | Foto: Carol Garcia / GOVBA

Um levantamento feito pela Sesab mostra que alguns municípios baianos se destacam por apresentarem coberturas vacinais inferiores a 60% para os quatro imunizantes preconizados pelo programa Vacina Bahia. Entre eles está a cidade de Madre de Deus. No município, com pouco mais de 18 mil habitantes, o programa tem conseguido levar a vacina a locais que, até então, ficavam desassistidos, como explica a secretária da Saúde da cidade, Salete Guimarães.

“O Vacina Bahia nos fortalece em termos de capacitação da equipe e nos possibilitou aumentar o quadro de profissionais”, afirma a gestora. “Além disso, o programa nos forneceu um carro com o objetivo de buscar a população faltosa. Com esse planejamento, conseguimos observar a melhora significativa na cobertura vacinal no nosso município.”

Situação semelhante vive o município de Presidente Jânio Quadros, na região de Vitória da Conquista. “Conseguimos levar o serviço de saúde mais perto das pessoas mais vulneráveis e com a dificuldade de acesso até a sua unidade de saúde”, afirma o secretário de Saúde do município, Fabrício Faria. “Recebemos crianças, adolescentes, jovens e idosos com caderneta vacinal com o deficit de até seis imunizantes. Essa atualização garante a efetividade da assistência e a dignidade de saúde para todos.”

Como forma de estimular os municípios, de acordo com a Sesab, as 20 cidades que obtiverem as melhores coberturas vacinais, atingindo pelo menos 95% de imunizações para a Poliomielite, Pentavalente, Pneumo 10 e Tríplice Viral, serão contempladas com dois computadores, doados pelo Estado. Já o selo ‘Município Amigo da Vacina’ será ofertado às cidades que tiverem pelo menos 95% da população imunizada para as mesmas vacinas.

“Vale lembrar que o ato de vacinar é de competência do município, mas o Estado vem acompanhando essas ações com todas as secretarias municipais de saúde e também vem realizando capacitação da rede, promovendo educação permanente, atualizando as informações relacionadas aos protocolos de imunização”, completa a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações.

De acordo com a Sesab, foram 45 municípios visitados pelo programa entre 14 de setembro e 5 de outubro e 6.381 doses de vacina aplicadas por busca ativa, em 6.424 pessoas, no mesmo período.

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