INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
MBC quer mostrar que IA pode gerar mais empregos do que desempregos
Grupo de empresários estuda que IA pode gerar mais de 26 milhões de empregos, e Brasil corre risco de perdê-lo
Por Da Redação

O grupo de empresários do Movimento Brasil Competitivo (MBC), querem mostrar que a inteligência artificial (IA) pode gerar empregos a partir do ganho de competitividade na economia, em vez de substituir os humanos em postos de trabalho, um consenso entre várias pessoas. No evento CSC GovTech, evento da Plataforma Connected Smart Cities, foram discutidas as responsabilidades e aplicabilidades da IA.
O grupo de empresários da MBC é comandado pelos executivos de Gerdau, Serasa, Lide e Porto. De acordo com a consultora Ducker Frontier, seriam 26 milhões de empregos gerados com a tecnologia até 2030.
De acordo com a MBC, o maior impacto não IA não está relacionado à destruição do emprego, mas às potenciais mudanças na qualidade dos postos de trabalho, em particular a intensidade do trabalho e autonomia dos trabalhadores. O estudo se chama “Os Impactos da IA”.
PL do Senado
Está em análise em uma comissão temporária no Senado Federal o PL 2.338/2023, que regulamenta o uso da inteligência artificial. O tema não tem consenso entre os senadores, mas o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, afirmou que o projeto é prioridade na pauta de votações da Casa.
A partir da análise do MBC, aprovar uma regulação prescritiva como o modelo proposto pelo Senado, seria um erro. Isso porque a regulação de IA não teria efeitos apenas sobre o setor da tecnologia, mas também sobre qualquer empresa que adote a inteligência artificial na cadeia produtiva.
Benéfices da IA
Como no filme “Tempos Modernos”, protagonizado por Charles Chaplin, em 1940, numa era taylorista, os funcionários de uma empresa não precisam executar movimentos repetitivos, pois a IA seria usada para otimizar essas tarefas. Além de facilitar o acesso à informação e permitir decisões informadas, segundo estudo do MBC. O grupo aponta que as medidas poderiam quadruplicar o nível de produtividade no Brasil.
O MBC cita estudo da McKinsey que mostra a redução de 20% a 50% nos erros no controle de estoque e diminuição em até 65% de vendas perdidas por indisponibilidade.
Outros países
Para a entidade, o Brasil deveria seguir o exemplo de EUA, China e Singapura, que aumentaram a alocação de recursos em pesquisa e desenvolvimento de IA, além de criar um ambiente criativo para investimentos. Os países citados ocupam as três primeiras posições em desenvolvimento de IA.
De acordo com o Índice Global de IA, que abrange 62 países, ocupa a 35ª posição em investimento em pesquisa e desenvolvimento da tecnologia. O índice ainda é pior em angariar recursos. O Brasil fica em 39º lugar, abaixo do vizinho Chile (30º).
Malefícios?
A tecnologia ainda poderia minar a autonomia de trabalhadores e diminuir o tempo para receber retornos dos superiores, em função da aceleração do ritmo produtivo.
O estudo, no entanto, não dedica espaço aos efetivos negativos da tecnologia, apontados pelos defensores de uma regulação de IA. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o presidente Lula (PT) quer apresentar uma estratégia regulatória brasileira até o último encontro do G20 presidido pelo país, a ser realizado em novembro, e tem ouvido especialistas sobre a pauta.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Cidadão Repórter
Contribua para o portal com vídeos, áudios e textos sobre o que está acontecendo em seu bairro
Siga nossas redes