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Fazendas em Marajó são para os amantes da natureza

Leogump Carvalho | Especial para A TARDE
Por Leogump Carvalho | Especial para A TARDE

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A Fazenda
A Fazenda - Foto: Leogump | Ag. A TARDE

Além das praias, outro roteiro que o turista não pode deixar de fazer é o das fazendas do Marajó: as mais conhecidas são a Bom Jesus e a São Jerônimo. Na primeira, o passeio, que custa R$ 85, dura cerca de três horas e é voltado para os amantes da natureza. Nele, o visitante fará uma caminhada de quase 7 km a pé, apreciando, além dos búfalos, criados soltos, cavalos, capivaras e também o famoso guará vermelho, ave símbolo da região.

No final, são oferecidos diversos quitutes do Marajó, como o queijo do búfalo, broa de tapioca e bolo de cupuaçu. A proprietária é a veterinária Eva Abufaiad, que atualmente dedica-se à recuperação de animais apreendidos em operações da polícia no combate ao tráfico de animais.

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"Sou nativa de Marajó, saí daqui com nove anos para estudar, mas ficávamos sempre indo e voltando, nunca deixamos de visitar a nossa terra. Depois de me tornar professora de agronomia e veterinária da Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA, há 17 anos voltei para o Marajó e decidi me dedicar ao trabalho nas fazendas, com a natureza e os animais. Eu costumo dizer que Marajó é minha vida, meu solo. Acredito que seja ainda, no Brasil, um dos poucos lugares que se pode viver em tamanha harmonia com a natureza e que tenha um povo tão hospitaleiro. Meu trabalho hoje aqui no Marajó é de conscientizar as pessoas, em especial as crianças, da importância de se respeitar a natureza e os animais para que no futuro nós ainda tenhamos uma ilha tão bonita como temos hoje", relata Eva.

Cenário de programa

A segunda fazenda, a São Jerônimo, é a mais famosa. Nela foi gravada a terceira edição do programa No Limite, da Rede Globo. O roteiro é mais curto, incluindo caminhada, passeio montado no búfalo e navegação numa canoa por dentro de um igarapé.

No começo o visitante irá estranhar um pouco a montaria nos búfalos, bem diferente de cavalos. Nessa fazenda, o valor de R$ 70 não inclui nenhuma refeição. O destaque fica por conta da praia deserta chamada Goiabal, que fica dentro da propriedade.

Como ficou fácil de perceber, o que mais vemos em Marajó são eles, os búfalos. Estão em todos lugares, nas estradas, ruas e fazendas da região. O búfalo é o animal símbolo da ilha, dele tudo se aproveita, da força de trabalho, puxando carroças e carregando os policiais nas rondas, até a carne e o leite.

A carne do búfalo é muito procurada pelos turistas, por ser mais macia do que a do boi. Do leite faz-se o famoso queijo do Marajó, com teor nutricional muito maior do que o tradicional, está presente em muitos pratos típicos da região, como o filé com queijo do Marajó.

No fim, o que marca mesmo em Marajó é a natureza e a simplicidade que paira sobre a ilha. As crianças brincando à vontade, nas ruas, nas praias e no rio. A vida pacata dos pescadores. Os animais que ali habitam e que, ainda, dividem pacificamente o espaço com as pessoas. Um ritmo de vida diferente, típico do interior da região Norte do Brasil. Por último, vale a pena no fim de tarde pedir um sorvete de castanha do pará e sentar-se na beira do rio, é um espetáculo único desse lugar que reúne tantas belezas.

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